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Escritores
Os escravos de Nossa Senhora Aparecida | Conceição Borges Ribeiro Camargo
Eis a escrava do Senhor
Evangelho de São Lucas
Outubro – Ano de 1717.
Foi em um rio, em canoas, três pescadores.
Rio Paraíba, o pescador João Alves traz na rede

“uma imagem gentil, trigueira, pequenina
em suave feição, com quê, que fascina.
E em seguida,
Logo o povo a chamou “Senhora Aparecida”.


  A Imagem estendeu a rede em todo o Brasil, atravessou fronteiras recolhendo almas, corações e milhões de romeiros.

  Está em um dos maiores Santuários do Universo, a Catedral-Basílica, a Nova Basílica, que se projeta no rio Paraíba do alto do Morro, chamado das Pitas.

  Foi coroada e foi aclamada Rainha do Brasil!

  Com 250 anos de milagres, em 1967, o Papa Paulo VI enviou para o seu país e sua igreja a Rosa de Ouro.

  É a segunda vez que a venera, glorifica o Brasil; em 1888, o Papa Leão XIII, exaltou a Princesa Isabel pela emancipação dos escravos.

   Rosa de Ouro, de Isabel e Aparecida,
  tu serás vitória régia.


  Grupos de romeiros chegavam a pé, de tropa, em carro-de-boi, agradecendo e pedindo graças.



  Entre os conhecidos primeiros milagrss de Nossa Senhora Aparecida, houve o milagre da corrente que se partiu das mãos do escravo Zacarias, quando pediu clemência à Nossa Senhora Aparecida, por ter fugido de uma fazenda de Curitiba, sendo capturado em Bananal, neste Estado, no ano de 1850, pouco mais ou menos.

  Ao passar em Aparecida, tendo avistado a Capela de Nossa Senhora, pediu ao Capitão-do-Mato, que lhe deixasse aportar no inutio de ver a Santa.

  Foi atendido – enquanto o escravo estava em oração, foi visto ali mesmo, cair a corrente, que se encontra na Sala dos Milagres.

  O fazendeiro de Curitiba, surpreendido ao receber o atestado do tesoureiro da Capela de Aparecida, narrando o acontecido, deixou o escravo para Nossa Senhora, enviando mais dois; um por nome João Belim e sua irmã Lúcia, que assumiu o serviço de passadeira e engomadeira das alfaias, e mais o Marciano, que viveram por muito tempo.



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