Nº 46 | julho / agosto 2012
Grafias

Editora Penalux
Mais do que publicar: uma nova forma de editar | Da Redação

O mercado editorial vem muito nos últimos anos. Dentre as mudanças, destaca-se o surgimento das editoras especializadas em pequenas tiragens, ou seja, editoras que trabalham com um sistema de impressão que possibilita imprimir livros conforme a demanda. Esse processo inovador facilita bastante a publicação de novos autores, sendo também interessante para escritores que já possuem uma trajetória literária mais consolidada.

A maioria dessas editoras, quase sempre pequenas, trabalha como prestadoras de serviço, isto é, cobram de seus autores por cada etapa do processo – desde a obtenção do ISBN até a impressão dos livros. Há, porém, outras pequenas editoras – muito poucas, na verdade – que investem no sistema de parceria, por meio do qual todo o processo do livro é inicialmente custeado por elas, uma vez que se fiam no público do autor para recuperarem o investimento aplicado em sua obra. Diferente das editoras prestadoras de serviço, que não têm outro crivo senão o financeiro (só publica quem pode pagar), com essas editoras parceiras o crivo é outro: elas selecionam pela qualidade da obra e, sobretudo, pelo potencial do autor; quer dizer que esse precisa provar à editora que seu trabalho é digno do investimento e que seu público (familiares, amigos, colegas e leitores) é capaz de dar o retorno esperado, atendendo à demanda oferecida. Importante salientar que, neste modelo de publicação, o lançamento é uma etapa fundamental, pois é quando há possibilidade de esgotar a tiragem inicial, geralmente reduzida a algumas dezenas de exemplares.

Para somar a essas raras e louváveis editoras que apostam na Literatura Nacional, recentemente nasceu a PENALUX. Uma de suas propostas é justamente esta: a de investir na publicação de novos autores, dando-lhes a oportunidade de publicar sem custos de edição e impressão.

A nova editora nascida aqui em nosso Vale é uma iniciativa dos autores Tonho França e Wilson Gorj, que são editores freelancer’s há quase três anos. Os dois juntos já editaram mais de 50 autores, oriundos de várias regiões do país. Edições que saíram a serviço de uma editora carioca, também especializada em publicações por demanda.

O nome Penalux é uma junção de dois símbolos pertinentes: pena, que representa a escrita, e lux, referência à luz, ao saber proveniente dos livros.

Outra ideia interessante da editora é a criação de selos pertinentes, cada qual voltado a um determinado segmento. Todos têm um nome que também remetem à luz. O selo Castiçal é destinado à publicação de contos, crônicas e romance; o Candeeiro foi criado pensando nos poetas; o Lampejos busca dar voz a autores principiantes, a escritores ainda em formação; o Lustre é voltado para a publicação acadêmica; e, por fim, o Microlux, que é o selo feito para as micronarrativas. O slogan da editora explica a razão de tanta luz. Porque livros iluminam.

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“Nosso diferencial é trabalharmos cada livro como um projeto singular”, afirma um dos editores, o escritor Wilson Gorj. “Buscamos a coesão do livro como um todo, no qual título, capa, diagramação e conteúdo sejam ao mesmo tempo coerentes e atraentes”, salienta o nosso colunista.

Para o poeta Tonho França, sócio e co-fundador da Penalux, a nova editora tem por missão respeitar e valorizar o trabalho autoral. “Tratamos o autor como um colega nosso, pois também somos autores”, declarou o poeta, também editor. “Não enxergamos o autor apenas como um cliente, e o livro, como mero produto. Nós nos preocupamos com o bom resultado da produção do livro com a mesma preocupação que teríamos e a obra fosse nossa”, concluiu.

A Penalux começou a atuar em junho deste ano, e já conta com dois livros publicados e um terceiro em fase de conclusão.

O primeiro lançamento da editora ocorreu em Cachoeira Paulista, com o livro de contos “Apocalipse, ontem”, do autor Diego Leão Diniz, que estreou o selo Castiçal.

A segunda publicação saiu pelo selo Lampejos e trata-se de uma miscelânea de poemas e alguns textos em prosa do guaratinguetaense Névio Burgos. O lançamento ocorreu dia 10 de agosto no Departamento de Cultura, em Guaratinguetá.

O próximo selo a estrear é o Candeeiro, que publicará o sexto livro da experiente e talentosa poeta Dora Vilela.
Publicações que não param por aí.

Dizem os editores que a expectativa é de encerrarem o ano tendo no catálogo pelo menos dez títulos publicados pela editora.

Os interessados em fazer parte desse catálogo e, portanto, submeter seus originais à avaliação da editora, devem enviar o material para originais@editorapenalux.com.br . Em caso de dúvidas, o autor pode entrar em contato pelo e-mail penalux@editorapenalux.com.br ou acessar o site da editora: www.editorapenalux.com.br; ou, ainda, se preferir falar diretamente com os editores, deve ligar para os telefones: (12) 7820-6288 | 7820-8250.

PENALUX. Porque livros iluminam.

Ouse. Invista no seu texto. Quem sabe seu próximo livro não faça parte dessa chama?
 
 
 
 
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