O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

 
Nº 41 | Setembro/ outubro de 2011
Memória

A Fazenda do Morro Vermelho através dos séculos | Thereza e Tom Maia

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


(Clique na imagem para ampliar)

  A louça enviada pela Princesa é hoje relíquia da casa, guardada em sua sala de visitas. A família imperial estava hospedada em Guaratinguetá, no palacete do Visconde de Guaratinguetá, onde ficou entre os dias 7 e 23 de dezembro. Era voz corrente na cidade que a Princesa veio a Guaratinguetá para, na Capela de Nossa Senhora Aparecida, pedir à milagrosa imagem, a graça de conceber um filho, um herdeiro para a Coroa Brasileira.

1876 – O progresso chegou à Fazenda, através dos trilhos da estrada de ferro. Pelas terras desapropriadas dessa propriedade foi paga a quantia de 1:500$000. O trem passa a 50 metros da frente da sede. A estação de Guaratinguetá foi inaugurada em 1877.

1884 – A Princesa Isabel e o Conde d’Eu voltam a Guaratinguetá e Aparecida, de trem. Ao passar pelo Morro Vermelho, a composição moderou a marcha, para que os moradores do Morro Vermelho acenassem com lenços e flores aos reais passageiros. Nessa ocasião, a Princesa agradeceu na capela de Aparecida, a graça dos nascimentos dos filhos D. Pedro e D. Luiz. Cumpriu assim a promessa feita em 1868, de varrer todo o templo, guardando um pouco da poeira no corpete de seu traje de viagem. Ainda em agradecimento, doou à Santa uma requintada coroa de ouro que seria usada pela Virgem Aparecida, a partir de sua solene coroação no ano de 1904.

1890 – Nessa década é feito um contrato entre a então proprietária da Fazenda, D. Francisca Galvão de França (viúva de seu primo Antônio Gonçalves França) e o engenheiro civil Georges Gauber de Lorena, para “explorar minerais e águas minerales e no caso pedras de construção, alvenaria e canteirias pelo prazo de quinze anos. O objetivo principal da proprietária era trazer água potável para a sede desde os morros, onde hoje está a Rodovia Presidente Dutra. O engenheiro Gauber, dizendo ir comprar máquinas no Rio de Janeiro, abandonou o trabalho e nunca mais voltou. O túnel que traria a água parou na proximidade da figueira, sugerindo o encontro do ouro roubado no século dezoito. O documento citado estava guardado na escrivaninha, móvel na sala de visitas, hoje localizada na sala de jantar da casa.
       
1894 – A fazenda produzia café em 79.000 pés, distribuídos por suas terras, até mesmo perto da casa. O grande terreiro de secagem do produto fica ao fundo e ao lado da sede e é atijolado.

Para ler o texto completo, baixe a versão em pdf clicando na imagem abaixo.

Este documento não pode ser reproduzido sem o consentimento expresso dos autores. A transgressão desta regra implicará em penalidades da lei. Baixe o texto "A Fazenda do Morro Vermelho através dos séculos"
(98Kb)

Testemunha e participante da história de Guaratinguetá, do Vale do Paraíba, do Brasil, dos transportes e dos caminhos, dos ciclos econômicos da região, a Fazenda do Morro Vermelho, também conhecida como Chácara do Morro Vermelho, é hoje um valioso marco vindo do século dezoito, por sua arquitetura, história, folclore e cultura paulistas. Situa-se a meio caminho entre Guaratinguetá e Aparecida.

Século Dezoito – Engenhos e Ouro

As primeiras notícias sobre as terras do Morro Vermelho nos informam que elas foram posse do capitão Manuel José da Costa e do Tenente Manoel Antônio Barata. Mais tarde foram adquiridas pelo Guarda-mor José Francisco Guimarães, ascendente dos atuais proprietários.

A fazenda possuía então um pequeno engenho com produção de açúcar e aguardente, engenhoca que vai aparecer desativada no século dezenove, então avaliada em 100$000 reis.

1717 - Com o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba (hoje Padroeira do Brasil), o antigo caminho dos tropeiros tornou-se também Caminho de Romeiros, fato que se repete até os dias atuais, com peregrinos a pé, a cavalo, de bicicletas e motos. O Morro Vermelho passou a ser como um marco de chegada, nesse caminho (hoje Avenida Padroeira do Brasil) indicando que, após a longa jornada, a Capela (hoje Basílica) está a poucos quilômetros. O encontro da imagem aconteceu durante pescaria no rio Paraíba, afim de atender ao desejo do Conde de Assumar que, chegando a Guaratinguetá à 17 de outubro de 1717, cansado de comer macacos e içás, pediu peixes para sua alimentação.

1784 – Neste ano, o menino Manuel, filho natural do Capitão Manuel Galvão de França foi exposto ao Alferes Francisco de Nabo Freire, seu cunhado, casado com D. Francisca Xavier Galvão de França, casal ascendente dos atuais proprietários da Fazenda. Dona Francisca era irmã caçula de Frei Galvão, primeiro santo do Brasil.

O ouro: poucos metros à frente da sede, os restos incinerados do tronco de uma figueira ainda indicam o local do famoso assalto à uma tropa de ouro, com morte do Alferes e dos tropeiros que o transportavam. O local ficou assombrado e temido até os dias atuais, pois a escolta continua vigiando o ouro.

Século Dezenove – Café e Pesca

1853 – Com cultivo de café, criação de animais e vasta extensão de terras, além de pequeno engenho desativado, a sede nesse ano foi avaliada em hum conto e quatrocentos mil réis...” Registraram-se também livros religiosos – raridade para a época – e um oratório ainda existente, avaliado em 7$000 réis.
O destaque da Fazenda era um pequeno porto às margens do rio Paraíba, de onde saíam inúmeros barcos de pesca.

1868 – Nesse ano, no dia 11 de dezembro, a Fazenda do Morro Vermelho foi honrada com a visita da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, para uma pescaria e lanche na casa, vindos em barco da própria fazenda. Na tradição da família, a Princesa saboreou frutas temporãs das cinqüenta jaboticabeiras do pomar, entre a casa e o rio (recentemente um vendaval derrubou de uma só vez todas essas árvores). Em agradecimento pela hospedagem, a Princesa Isabel enviou à família um rico aparelho de chá e café em porcelana, com motivos florais, acompanhado por cartão  em  que  se  referia  ao  dia  aprazível  que  passara naquela fazenda.  

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


(Clique na imagem para ampliar)
 
 

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Roseira Imobiliária
Av. Mário Monteiro dos Santos França, 29
Vila Roma - Roseira/SP
Tel.: (12) 3646.2288
Tel.: (12) 3646.2763
Visite o site

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Eletro Renovadora
Pç. Pd. Vitor C. de Almeida, 08
Jardim São Paulo-Aparecida/SP
Tel.: (12) 3105.4781
Tel.: (12) 3105.4250
renovadoraseabra@uol.com.br

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Casarão
Estrada Vale do Sol, 33 - Km 163
Roseira/SP
Tel.: (12) 3646.2535

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Passeios de Balsa
no Porto Itaguaçu
Aparecida/SP
Tel.: (12) 3105.6170
Cel.: (12) 9131.7269
 
 
  © 2007 - 2012 Jornal O Lince, tem o que ler  | Tel.: (12) 9138 5576 | redacao@jornalolince.com.br
  Rua Alfredo Penido, 101, Jardim São Paulo | Aparecida, SP | CEP 12570-000