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Nº 37 | Janeiro/ fevereiro de 2010
História

Entrevista com Carlucho: melhores momentos | Alexandre Marcos Lourenço Barbosa

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“... outra peculiaridade da banda mole, que talvez vocês não saibam, é que a banda mole deu origem a várias outras bandas moles”.

“... nós estamos pensando nos trovadores da Banda Mole e no baile à fantasia da banda mole...”

“São coisas de organização da banda mole”.

“No ano passado nós tivemos um problema sério, e nós tentamos fazer a banda mole sair assim mesmo [...] nós tentamos de toda maneira fazer o carnaval, e muita gente ficou aborrecida inclusive, porque nós não fizemos, mas nós achamos que o negócio tava pior do que a gente imaginava...”

“A banda mole significa pra gente muito do carnaval antigo de Guaratinguetá”.

“... nós temos aqui do Vale a participação efetiva do pessoal de Taubaté, pessoal de Aparecida nem se fala, [...], de Lorena vem muita gente, de São José, de São Paulo vem muita gente, do Oeste de São Paulo vem muita gente, [...] vem gente da França para participar do carnaval da banda mole de Guaratinguetá, vem, normalmente, todo ano, de 15 a 20 foliões de Paris”.

“Tem erro? Tem erro de montão, nós todos erramos nessa banda, mas no fim da história, os erros se acumulam e dá tudo certo. Ninguém vai criticar, por exemplo, por que fiz alguma coisa errada, nem eu vou criticar outro porque fez uma coisa errada. Então, no final acerta... isso aí é da banda...”

“... é uma felicidade ter como participante de uma Banda Mole a minha mãe, a minha irmã, os meus companheiros, os meus amigos, isso me deixa plenamente satisfeito. Eu acho que, sem dúvida alguma, foi uma das maiores coisas que nós todos, não só eu, mas que nós todos realizamos...”

“... o que interessa pra gente é que não saia tumulto”.

“... começamos realmente em 1975. [...] eu era diretor do Clube Literário e Recreativo Guaratinguetaense e aos domingos, depois do racha de basquete, nós nos reuníamos para a cervejinha, e notamos que não havia nada no carnaval de Guará, aos sábados. Existia apenas um futebol de saia, que se fazia no Literário, futebol masculino de saia, e então, conversando com o pessoal na mesa, com Carlos Letrão, com o Tonico Bartelega e com o James Roberto Gomes, eu falei: – vamos fazer uma banda carnavalesca aqui em Guará? [...] Então, neste primeiro ano, saiu um misto de banda com corso [...] Depois disso então, a gente foi caminhando mais pro setor de banda, porque foi aumentando o contingente. Tinha muita gente pra fazer parte da banda mole e então fomos obrigados a deixar de lado o corso porque havia o perigo, naquela ocasião, de machucar alguém.”

“... nos dirigimos à igreja, conversamos com o padre, porque tinha uma missa que calhava de ser na hora da saída da banda mole. [...] o monsenhor Bindão, e depois o Padre Paulo também acatou a idéia, adiantavam meia hora a missa e nós atrasávamos meia hora a saída da banda mole. Então, o que acontecia? Quando eles fechavam a porta da igreja, nós estávamos lá embaixo com o carro de som e com os músicos, quando fechavam a porta da igreja era sinal para a saída da banda mole. No final da missa, especialmente o Padre Paulo abençoava os fieis e os foliões da banda mole, que iam passar na frente da igreja...”

“... lembrando aquele carnaval que fazia falta pra gente, porque o carnaval de Guaratinguetá passou a ser realizado nas escolas de samba. Um belo carnaval, um lindo carnaval, mas sem aquela espontaneidade, sem aquela naturalidade do povo que queria brincar...”

“... então a gente se concentrava sempre no centro, e fazíamos nosso carnaval aqui, no sábado, pra não atrapalhar o carnaval de ninguém. Mas teve um ano que não deu, tivemos que ir para a avenida, tivemos que sair daqui do centro, manter a tradição, passando aqui no centro da cidade de Guaratinguetá, e depois nos dirigimos para a avenida do carnaval...”

“... estávamos por volta de 39, 38 a 40 anos, então já nos sentíamos com a característica de uma banda mole, de uma bunda mole mesmo...”

“... três anos atrás, nós tínhamos 35 mil pessoas na banda mole, é muita gente pra Guaratinguetá que tem uma população de cento e poucos mil habitantes.”

“A partir dessa época nós começamos a pensar em paródias da Banda Mole. Nós tocávamos sempre as marchas antigas do carnaval, e então pra esquentar um pouquinho, pra satirizar um pouquinho, pra deixar um pouquinho mais apimentada a banda, nós começamos a fazer as paródias”.

“... a banda não é pra ser vista, a banda é pra entrar, é pra folia...”

“As escolas de samba nos apóiam integralmente e nós também as apoiamos...”

“... as Serestas da Banda Mole nós fazemos aos sábados antes do carnaval, de janeiro até o carnaval, até o sábado antes do carnaval, porque no sábado de carnaval é Banda Mole, então essas serestas se caracterizam por tocar marchas antigas de carnaval, não são mais as paródias, são as marchas antigas de carnaval, principalmente as marchas-rancho, que todo mundo já teve um quezinho com a marcha-rancho, ou uma paquera, ou um namoro...”

 
 

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