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Nº 42 | Novembro/ dezembro de 2011
Panopticum

Viajando pela terra dos deuses - A Grécia e sua magia | Maria Aparecida Alcântara Philippini

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Poseidon bateu o seu tridente na pedra e fez jorrar uma fonte de água salgada. Atena bateu com a sua lança e logo brotou uma oliveira, árvore até então desconhecida em Atenas. Assim, foi reconhecida como a protetora da cidade. Podemos ver neste lugar o magnífico pórtico das cariátides, colunas em forma de jovens meninas (kores). Também na acrópole, O Templo da Deusa Atena-Nike (Vitória), em estilo jônico, símbolo da harmonia do estado de Atenas.

A beleza e a majestade de todo o conjunto nos deixam perplexos. Mas há muito ainda a apreciar nos arredores da Acrópole: Fórum Romano, Areópago, Ágora, Odeon de Herodes Ático e outras preciosidades desta terra, como o Museu da Acrópole, na ponta oriental.

O Fórum Romano foi construído pelos romanos na época de Augusto e fica aos pés da Acrópole. O Areópago é o nome dado a uma montanha e ao concílio que lá se reunia.

Uma referência a Ares, deus grego da guerra. Reza a tradição que, neste lugar, Orestes foi julgado e absolvido por ter matado Clitemnestra, sua mãe. Aqui Paulo apóstolo discursou sobre um deus desconhecido.

A Ágora (mercado), ponto de encontro dos gregos antigos, o centro da vida publica. Discursos políticos e filosóficos aconteciam aí, bem como as transações comerciais, festas e provas de atletismo. Fica abaixo do lado norte da Acrópole. No centro da Ágora foi encontrado o Odeon Romano. O palco e os assentos em mármore estão bem conservados. O Odeon de Herodes Ático foi edificado pelo rico orador ateniense e ilustre sofista e leva o seu nome. Como quase todos os odeons arcaicos, era em forma de teatro. Hoje o anfiteatro está coberto de mármore e aí acontecem espetáculos musicais e teatrais. Outros monumentos são encontrados por ali: o Pórtico de Eumenos, uma galeria que ligava o Odeon de Herodes Ático ao Teatro de Dionísio.

O Santuário de Asclépio, casa sagrada do deus da medicina. Foi construído durante a guerra do Peloponeso, quando a peste matou muitos atenienses. O Teatro de Dionísio, onde floresceu a linguagem da tragédia. Podemos citar também o Pnice, uma colina em frente ao areópago. Da sua tribuna, esculpida na pedra, discursavam grandes oradores como Péricles e Demóstenes. O Templo de Hefesto, de estilo dórico, considerado o templo clássico mais conservado da Grécia. O Templo de Zeus Olimpo, o Arco de Adriano e muitos outros monumentos, museus, igrejas e mosteiros bizantinos.

Visitando a Grécia, imperdoável não assistir aos shows de canto e dança, saboreando um delicioso jantar. Os gregos dançam como ninguém, o corpo parece falar e somos envolvidos por tanta beleza. Acredito que eles dançam com a alma. Dançam quando estão alegres, dançam quando estão tristes, ao som do buzuki (instrumento musical grego). Entretanto, além dos monumentos e do passado, a Atenas atual tem muito a oferecer para pessoas de todas as idades e gostos.

Maria Aparecida Alcântara Philippini é graduada em Filosofia, Pedagogia e Estudos Sociais. Lecionou em escolas públicas e particulares e trabalhou na Editora Santuário, de Aparecida.

Venha viajar pelo fascinante mundo grego. Terra dos templos, das construções famosas, das ruínas históricas. Morada dos deuses, heróis, mitos e lendas. Berço da democracia, da filosofia e da literatura ocidental, de escritores famosos como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes.

Durante toda a sua história, a Grécia seduziu reis, poetas, historiadores e simples mortais. E, confesso, ela não decepciona. De tão intrigante, de lá saí com a sensação de um desafio: “decifra-me!”.

A Grécia é um país europeu, localizado na parte meridional dos Bálcãs, entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo. Faz fronteira com a Albânia, Bulgária, República da Macedônia e Turquia.

A posição estratégica, entre o ocidente e o oriente, sempre despertou a cobiça dos conquistadores. A arquitetura peculiar atrai turistas do mundo todo. Casas brancas (ou quase brancas) que são pintadas todos os anos. Vielas desencontradas, para evitar os canais de vento. Grécia clássica e Grécia moderna. Ali se percebe as influências de muitos povos, mas também existem características muito próprias. A religiosidade está por toda a parte. A mitologia e a história, o passado e o presente, o velho e o novo convivendo harmoniosamente. A música e a dança correndo nas veias do povo grego, revelando a sua alma e tornando-o irresistível!

Atenas, Tessalônica, Berea, Micenas, Epidauros, Corinto e o seu famoso canal, Esparta, Meteora, Monte Olimpo, Filipos, Kavala... muito a explorar. Incontáveis ilhas! Na impossibilidade de falarmos de tudo, ficaremos em Atenas, a capital. Renomado centro cultural, sua era dourada foi na época de Péricles, século V a.C.. O comércio marítimo do Mediterrâneo trouxe grandes riquezas para o lugar.

Chegando à cidade, deparo-me com a visão do mar mais azul que jamais havia visto e os três portos naturais. Suas construções ostentam grandiosidade. A Acrópole, majestosa, dominando a paisagem, é de tirar o fôlego. E a gente se pergunta: estou mesmo aqui? No centro, o barulho do mundo moderno se mistura à paisagem do passado. O povo parece sisudo à primeira vista, mas é só impressão. Os pratos típicos são saborosos como o moussaka, a salada com pedacinhos de queijo de leite de cabra, as azeitonas de primeira qualidade, a carne de cordeiro. O ouzo, a bebida nacional, não pode faltar. É um aguardente de uva com essência de anis. Sem nos esquecermos dos doces, do azeite (orgulho nacional), e do famoso iogurte.

Percorrendo a cidade, um destaque para a Atenas clássica. A Acrópole (em grego, cidade alta), tem 156 metros de altura e foi o núcleo da cidade. Aí se instalaram, entre 3000 a.C. e 4000 a.C., os primeiros habitantes, os pelágios. Foi construída sobre ruínas de construções mais antigas. O sítio arqueológico possui importantes obras primas da arte grega.

O Partenon, o templo da deusa Atena (personificação divina da razão), construído em homenagem à vitória dos gregos sobre os persas. Uma das mais belas estruturas da antiguidade. O Propileu, monumental entrada para a parte sagrada da Acrópole através de uma maciça abertura. O Erecteion, dedicado à deusa Atena, Poisedon, Erecteu e a outros deuses e heróis. Segundo a mitologia, houve aí uma disputa entre Poseidon (deus do mar) e a deusa Atena, pela posse da cidade. Quem desse o melhor presente à cidade seria o seu protetor.

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