2.1. Major Vitoriano Pereira de Barros, nascido em Roseira, em 1818, e falecido em Guaratinguetá em 1893. Casado, em 1858, com Maria Jacinta França, falecida aos 13.12.1890, filha de Antonio Jacinto Guimarães e de Francisca Lescura França. Pais de, entre outros:
2.1.1. Antonio Pereira de Barros (1860-1901), fazendeiro em Roseira.
2.1.2. Major Francisco Pereira de Barros (1861-1804), fazendeiro em Roseira.
2.1.3. Francisca Pereira de Barros.
3. Tenente Joaquim da Silva Barros, nascido por 1790, casado com Ana Leite de Toledo ou Ana Joaquina de Toledo.
4. Alferes José da Silva Barros, nascido por 1791.
5. Anna Pereira Rangel, nascida por 1792, casada com Claro José de Gusmão, filho do Capitão João Peres de Gusmão e de Catharina Maria de Jesus.
6. Manoel da Silva Ramos ou Pereira de Barros, nascido por 1794 e falecido antes de 1824.
Benedicto Lourenço Barbosa é autor do livro Nossas Origens - três séculos de história de Aparecida.
Certamente, o atual Município de Roseira não teve este nome quando da ocupação efetiva da região valeparaibana a partir de 1630 a 1650.
Os primeiros proprietários, dos quais se tem registro, das terras hoje correspondentes ao atual município de Roseira e ao bairro Itaguaçu, em Aparecida, foram o Capitão Braz Esteves Leme e seu genro Antonio Zouro de Oliveira.
O Capitão Braz Esteves Leme recebeu uma sesmaria, em 1647, medindo uma légua por légua e meia ou, aproximadamente, seis quilômetros de testada por nove quilômetros mato a dentro, a partir das margens do Rio Paraíba, no local denominado Itaguaçutiba.
Antonio Zouro de Oliveira recebeu um quinhão menor: meia légua (três quilômetros). As terras envolviam os bairros roseirenses do Pedro Leme, Pirapitingui e Pindaitiba, avançando até a região dos Motas.
As descrições suscintas que aparecem nos processos e inventários dificultam a localização precisa das terras. Outra dificuldade, em razão do desaparecimento de documentos cartoriais relativos ao registro de imóveis, é determinar os herdeiros proprietários de terras e moradores do atual município de Roseira por um longo tempo. Mas algumas incursões são possíveis.
A partir de 1789, há informações seguras de que veio e ocupou terras próximas ao Rio Pirapitingui o então Alferes Francisco da Silva Barros Abreu, nascido em Parati-RJ, em 1752, e que possuía terras na Serra de Quebra Cangalha.
Sua primeira esposa, Maria Pereira Rangel ou Fialho de Jesus (falecida em 1799, deixando seis filhos), era da região e filha de Manoel Pereira Fialho e Maria Madalena de Jesus, neta materna de Margarida Nunes Rangel, doadora do Morro dos Coqueiros, onde foi levantada a Capela de Aparecida inaugurada a 26/07/1745.
Em 1792, já com a patente de Tenente, tinha prosperado com engenho para produção de açúcar e aguardente e lavoura diversificada vindo a possuir escravos. Assim participava da vida política da Vila de Guaratinguetá, sendo eleito vereador. Escolhido para Presidente da Câmara, em 1796, tornou-se Juiz Ordinário, autoridade maior da Vila.
Francisco da Silva Barros Abreu representava Roseira na administração da Vila e voltoria a ocupar os mesmos cargos, já com a patente de Capitão, em 1809.
Em 1818, foi reformado como Sargento-Mor (equivalente a Major).
Tetravô do autor deste texto, o Sargento-Mor faleceu, em 1821, com 69 anos.
Do seu primeiro casamento nasceram os filhos:
1. Maria Fialho de Jesus, nascida por 1782 e casada com o Alferes Máximo do Rego Rangel, nascido em 1778. Cafeicultor em Aparecida, o Alferes era filho de Gonçalo do Rego Barbosa, senhor de engenho e de Margarida Nunes Rangel (neta).
2. Capitão João de Barros Abreu (1787-1831) casado com Francisca da Cunha Bueno, filha de Manuel Cubas do Prado e Margarida Bueno de Araújo, falecida em 1858, que foi importante fazendeira/cafeicultora nas Taipas-Roseira.
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