Alunos, professores e convidados presentes puderam ouvir as considerações do professor sobre episódios da história do Brasil e também sobre os cruzamentos étnicos geradores de um Brasil miscigenado.
Em defesa de uma “verdadeira história” que se contraponha à versão oficial, o palestrante falou em favor de uma reformulação dos currículos escolares e dos livros acadêmicos e didáticos em favor da constituição de uma história do Brasil que reconheça seus verdadeiros heróis, dentre os quais destaca a figura de Zumbi dos Palmares.
Organizado pelos professores Daniela e Marcelo Menezes – responsáveis pelo LetrasEEARtes (letrase-eartes.blogspot.com), blog nascido do interesse de ambos na divulgação de um material diferenciado sobre redação baseado nas “reais inquietações surgidas em sala de aula” - o evento sinaliza para o fato de que outras inquietações também os move e a oferta de cultura de qualidade a quem se interessar é uma delas.
Se Bandeira teve “Irene preta/Irene boa, Irene sempre de bom humor...”, teve Rosa que no tempo dele menino lhe contava histórias, Izabel Fortes teve a Guardadeira de lembranças. Se Drummond teve São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval e Itabira na foto-grafia da parede, Izabel teve o casarão, manga e companhia, a cacimba indelével, escolinha rural, as primeiras letras, os primeiros sonhos, as primeiras criações e reinações que agora renascem em Os tantos cantos da Memória. Nele Izabel nos oferece sua gente, nossa gente, nossa infância, com escrita saborosa, poética e simples. Nas artimanhas, pensamentos e dúvidas pueris, ela é Emília, a menina do nariz arrebitado e Visconde de Sabugosa e nos Oferece Donas Bentas, tias Anastácias, tios Barnabés nessas memórias vividas e inventadas.
Se Manoel de Barros nos oferece sua infância de menino que convive com bichos, pedras e encantamentos no Pantanal, Izabel nos oferece Cachoeira Paulista rural e urbana, matuta e sofisticada, mágica e real.
Jurandir Rodrigues
Aquelas frases registradas, num velho caderninho, provocaram-me durante muitos e muitos anos. Elas iam se acumulando naquelas linhas amarelecidas... Parecia que me desafiavam... Todas as vezes que eu me deparava com elas, relendo-as, encantava-me e me perguntava invejosa: como é que aqueles maravilhosos escritores conseguiam passar para o papel retalhos inesquecíveis de suas vidas, transformando suas memórias em livros tão apaixonantes?
Um belo dia (sempre tem um belo dia) criei coragem, aceitei o desafio e resolvi fazer o mesmo...
Decidi escrever as minhas próprias memórias em contos.
Izabel Fortes
O cinema da EEAR – Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá-SP, foi palco, no último dia 10 de novembro, da palestra Brasil mestiço: origens raciais brasileiras, proferida pelo Prof. Eduardo Fonseca Júnior, africanólogo de extenso currículo e autor, entre outros, do 1º Dicionário Yorubá-Nagô-Português.
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