“Reportagem das boas, com um toque de literatura e um olhar brasileiro para a Itália, Quando amanhece na Sicília...é um trabalho de puro jornalismo investigativo e ao mesmo tempo uma narrativa testemunhal, uma grande contribuição para o entendimento do poder do crime organizado na Itália e no próprio Brasil (...) Um recorte temporal fantástico, escrito por quem testemunhou in loco os fatos que narra (...)”, declara Joaquim Maria Botelho, Presidente da União de Escritores, sobre o livro.
“Quando Amanhece na Sicília... A Luta das mulheres e da sociedade civil contra a Máfia siciliana”.
Jornalista investigativa e que morou durante seis anos na Itália, Lúcia Helena Issa fez uma verdadeira imersão na região da Sicília, na Itália. Seu objetivo: dar voz às histórias das mulheres sicilianas (juízas, mães, professoras, jornalistas) que foram fundamentais no enfraquecimento do estado paralelo, existente desde a primeira metade do século XIX, através da onipresença da Cosa Nostra, a máfia siciliana e que vem perdendo o seu poder na Sicília. O resultado dessa investigação poderá ser conferido em “Quando Amanhece na Sicília... A luta das mulheres e da sociedade civil contra a Máfia siciliana”, primeiro livro-reportagem sobre a Sicília, escrito por uma jornalista brasileira.
Publicado pela Editora Multifoco, o livro teve lançamento nacional em novembro, na Livraria Cultura, em São Paulo e na Livraria da Travessa, no Leblon, Rio de Janeiro.
Antes, porém, no dia 10 de novembro, o livro foi lançado, com grande afluência de público, na terra da autora valeparaibana nascida em Guaratinguetá:
“Quando amanhece na Sicília...” é o primeiro livro sobre o crime organizado na Sicília escrito por uma jornalista brasileira. Do início do trabalho de investigação até a conclusão do livro foram seis anos morando na Itália, mais de 90 entrevistas com sicilianos(as), entre mães, juízas, professores, ativistas, etc. E um ano de trabalho no Brasil, na lapidação do livro. A autora participou de vários atos civis contra a máfia e conversou na Sicília com mulheres como Felicia Impastato, mãe do jornalista Guiseppe Impastato, assassinado pela Máfia, com ativistas como Letizia Battaglia e com outras ainda, que denunciaram os próprios maridos mafiosos à justiça, revelando informações da organização à polícia, e recebendo uma nova identidade, através de programas de proteção à testemunha. Condição valiosa, já que os tentáculos da Cosa Nostra são infindáveis e surgem de onde menos se espera.
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