Outros prêmios vieram até que, em 2005 vence o Mapa Cultural Paulista nas fases municipal (Aparecida) e regional (Ilha Bela) e torna-se um dos quatro artistas plásticos de Aparecida a conquistar tal premiação.
Dentre os monumentos esculpidos pelo artista estão o da Sagrada Família, na cidade de Iuma-MT, o de Nossa Senhora de Fátima, em Campos do Jordão-SP, o de Santa Clara, em Guaratinguetá-SP, e o de São Francisco de Assis, em Potim-SP.
Realizou exposições individuais na Câmara Municipal de Aparecida, na Biblioteca Municipal de Guaratinguetá e no Museu Conselheiro Rodrigues Alves de Guaratinguetá.
Em 2003 desenvolveu uma série de pinturas primitivistas abordando a festa de São Benedito e, em 2005, pintou a série “João de Deus” em homenagem ao Papa João Paulo II doando-a para arrecadação de fundos para a Santa Casa de Aparecida.
Atualmente, Temístocles Alves faz do quintal de sua morada-atelier, no bairro do Itaguaçu, em Aparecida, um panteão da beleza e, para tanto, escolheu as formas femininas que, sensualmente, debruçam-se sobre pedras que lhes realçam os contornos.
Temístocles é como uma miragem. Não é o que parece. É muito mais. Seu invólucro oculta um espírito genial e uma alma desprovida dos hipócritas valores e costumes que regem os comuns. É preciso ser um incomum para compreendê-lo e a sua arte.
Alexandre Marcos Lourenço Barbosa é autor do livro Contando a arte de Gilberto Gomes, Editora Noovha America.
Os passos apressados podem confundir o observador desatento. O nome, heleno de origem, pode enrolar a língua dos falantes incultos. Temístocles é um nome que viajou na história e na geografia, ultrapassou fronteiras para encarnar-se neste aparecidense que é exemplo de arte e despojamento.
Temístocles Alves tem uma existência pautada na busca da arte como fonte de satisfação. Seu espírito é livre por natureza... e grego por excelência. Sua arte é desprendida e, ipso facto, o comedimento não lhe cabe. Sua técnica é fruitiva... solta... impressionante.
Já o vi modelando a terracota. O domínio técnico e a intimidade com o material fazem surgir formas com rapidez e qualidade surpreendentes.
Mas o artista não pára por aí. Suas incursões seguem pelo desenho, pela pintura, pela gravura, pela fotografia e pela cerâmica.
Pensar que tal versatilidade teve início no autodidatismo e seguiu pela vereda dos estudos realizados com mestres como Justino e José Demétrio, em Guaratinguetá, e Ido Mezzetti e Luiz P. Pitta Ornachi, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo!
A assídua freqüência a cursos e palestras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museu Lasar Segall e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo também compuseram a fase acadêmica da formação do artista.
Pintou e desenhou com Benedito Sant’Ana.
Em 1980 começa a participar de coletivas. É na Expo 80, uma exposição de arte realizada no Colégio La Salle que apresenta seus primeiros trabalhos plásticos.
Ano seguinte, no Salão de Piracicaba, um dos mais importantes do país, obtém o segundo prêmio.
Em 1982, aos trinta anos, torna-se membro da Associação Paulista de Belas Artes, participa do 40º Salão Comemorativo da Associação Paulista de Belas Artes e tem seus trabalhos encaminhados para a VII Exposição Independente de Kanagawa, no Japão.
Durante os anos 80 participou, por três vezes, do Salão Paulista de Belas Artes (85, 86 e 88) e, por quatro vezes, do Salão de Belas Artes de Piracicaba (85, 86, 87 e 89), sendo várias vezes premiado.
Os prêmios voltam ao seu currículo em 1998, com a medalha de Ouro no 14º Salão de Artes Plásticas Quissak Júnior, em Guaratinguetá. O ouro se repete no ano seguinte no mesmo Salão.
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