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Nº 42 | Novembro/ dezembro de 2011
Artes

Exposição no Palácio Boa Vista de Campos do Jordão revela a arte e cultura no Vale do Paraíba Paulista | da Redação

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Artistas do Vale também estarão presentes como os contemporâneos Quissak Júnior, Patricia Kaufmann e Marly Bolina, de Guará, Paulo Pacini e George Gutlich de São José dos Campos, Bia Dória, eixo São Paulo/ Campos do Jordão, Percival Tirapeli e, de Aparecida, Antonio Valentim de Oliveira, o Lino. Contribuiu para estas seleções o jornalista e historiador do Vale José Luiz de Souza.

Dentre os artistas acadêmicos, Georgina de Albuquerque (Taubaté) está presente com aquarela sobre Bananal, e Clodomiro Amazonas com paisagens do Vale e do rio Paraíba. Lucílio de Albuquerque retratou sua esposa Georgina em momento de descanso em uma rede, e José Monteiro França (Pindamonhangaba) está com duas telas com tipos humanos e paisagem do Vale.

Na Biblioteca do Governador, haverá, sobre a mesa, exemplares de livros de personalidades do Vale do Paraíba como Monteiro Lobato e Cassiano Ricardo, entre outros. O presidente Rodrigues Alves, de Guaratinguetá, está em sala especial com mobiliário de sua sala de jantar, além de retrato e um busto.

A sala dos modernistas, na maioria pertencente ao Acervo dos Palácios, é destaque com obras primas de Anita Malfatti e Tarsila do Amaral com retrato de Mário de Andrade. Seguem ainda participantes da Semana de Arte de 22, pois este movimento está ligado ao ciclo do café no século 19 – quando  o Vale conduziu a economia no final do Império. Na República, os artistas ao buscarem o nacionalismo apregoado por Mário de Andrade iniciaram o modernismo colocando a arte do Brasil junto à vanguarda européia com artistas como Vicente do Rego Monteiro e Tarsila do Amaral.

Uma Sala Italiana

Em Sala Especial, obras de artistas modernistas de origem italiana como Fúlvio Pennacchi, Benjamin Parlagrecco, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Claudio Tozzi e outros – evento esse que faz parte do programa “Heranças Culturais: uma ponte artística entre Itália e Brasil.” O Museu da Imigração Italiana, de Quiririm, também está presente.
Na Capela São Pedro, a construção moderna de Paulo Mendes da Rocha, são expostos fragmentos de altares barrocos provenientes de coleções particulares, em especial da antiga catedral de Taubaté.

O Acervo dos Palácios do Governo – órgão vinculado a Casa Civil apresenta no Palácio Boa Vista de Campos de Jordão – de 08 de outubro de 2011 a 29 de janeiro de 2012 – a exposição Arte e Cultura do Vale do Paraíba Paulista com obras de arte provenientes dos Palácios Boa Vista, Campos Elíseos e dos Bandeirantes, Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Sacra, Museu Redentorista e Museu José Luiz Pasin ambos de Aparecida. Além destas instituições, obras de artistas acadêmicos, raramente vistas, como Lucílio e Georgina de Albuquerque e Clodomiro Amazonas (artistas de Taubaté), José Monteiro França (Pindamonhangaba), pertencentes a coleções particulares de famílias paulistas – e Sérgio Milliet, Pancetti, Fulvio Pennacchi, Guignard e Camargo Freire, que pintaram em Campos do Jordão, pertencentes ao Acervo dos Palácios.

A mostra apresentará aspectos do desenvolvimento urbanístico e arquitetônico do Vale do Paraíba por meio de fotos, objetos e obras de arte – desde o colonial ao modernista, baseada em concepção do curador Percival Tirapeli, artista, pesquisador e professor titular em História da Arte Brasileira da UNESP de São Paulo, com fortes ligações com o Vale que lançará o livro Arquitetura e Urbanismo no Vale do Paraíba Paulista – do colonial ao ecletismo (no prelo, Editora Unesp).

Temas da Exposição

A exposição divide-se em salas com nomes de artistas e intelectuais que atuaram na cultura do Vale. Inicia-se pela Sala dos Bandeirantes, seguida da Sala Frei Galvão, com arte sacra; Sala José Luiz Pasin com a pesquisa histórica dos povos e ciclos econômicos; Sala Ernesto Quissak com fotografias; Artistas Contemporâneos; Intelectuais (Sala da Biblioteca); Artistas Acadêmicos; Sala Presidente Rodrigues Alves com o mobiliário da época; Sala dos Modernistas e artistas Italianos. Na Capela, fragmentos barrocos provenientes de igrejas do Vale.

Descrição das Salas

Na primeira sala os homenageados são os bandeirantes taubateanos com pintura do artista italiano Giovanni Oppido, em grande formato. Na Sala Frei Galvão, santo protetor dos arquitetos, natural de Guaratinguetá podem ser apreciadas peças sacras dos séculos 17, 18 e 19 sendo que no 19 o Vale produziu uma verdadeira escola de estatuária devocional popular com as chamadas paulistinhas – obras de santeiros como Dito Pituba. A imagem de N. Sra. Aparecida é homenageada em um quadro de Tarsila do Amaral e outro de Thereza d’Amico.

A sala dos povos  leva o nome do pesquisador e professor José Luiz Pasin e – por meio de fotografias e desenhos de Debret, Thomas Ender e Pallière – é mostrado o desenvolvimento do Vale. Os imigrantes italianos estão representados por fotografias do Museu da Imigração Italiana em Quiririm, Taubaté, e os artistas italianos estão em diversas salas, pois também se homenageia neste ano a Itália no Brasil.

Uma sala dedicada especialmente à fotografia leva o nome do pioneiro guaratinguetaense Ernesto Quissak (1891-1991), cujos 120 anos de nascimento e 20 anos da morte são lembrados neste ano. Além de seus instigantes autorretratos, fotografias contemporâneas de Mario Lucio Sapucahy (S. José dos Campos), Julia Raposo (Cunha), João Athaide (Guará), Gerson Tung (Pinda), e Luciano Dinamarco (Taubaté).

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