O povo da Freguesia de Pindamonhangaba rebela-se contra a jurisdição da Câmara de Taubaté e proclama a sua independência, transformando-se em Vila, o que seria confirmado pela carta-régia de 10 de julho do ano seguinte assinada pela Rainha e Infanta de Portugal, que, não obstante, censura os pindamonhangabenses pela insubordinação.
1709 – Aos 9 de novembro, a Capitania de São Vicente principia a chamar-se “de São Paulo e Minas do Ouro”, com governo próprio, separado do do Rio de Janeiro e então entregue ao Capitão-General Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, que tomaria posse, em São Paulo, a 18 de junho de 1710, partindo depois para as Minas, aonde passa a residir, embora prometesse ficar nessa Vila.
Aureliano Leite foi advogado, historiador, político e escritor. Foi membro da Academia Paulista de Letras e Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Dentre outros, é autor dos livros: Terra de Cacique, Memórias de um Revolucionário, Martírio e Glória de São Paulo, O Cabo Maior dos Paulistas na Guerra com os Emboabas e Subsídios para a História da Civilização Paulista, de onde foram retirados estes apontamentos.
Século XVII
1687 – A 1687, o taubateano Antônio Rodrigues de Arzão, de novo no sertão, atinge as minas do Rio Doce, onde vem a falecer. Deixa o itinerário das suas excursões a seu cunhado Bartolomeu Bueno de Siqueira.
Contemporaneamente, Taubaté, já com casa de fundição, onde se amoeda o ouro das Minas, entra em discórdia com os paulistas. Essa desavença, só se abrandaria, anos depois, com a guerra contra os “Emboabas”, mas só desapareceria no Império. Von Martius, aos 1817, viria encontrar em Taubaté uns restos da velha inimizade.
1695 – No ano de 1695, que é quando verdadeiramente se instala a casa de fundição de Taubaté, são remetidas para Portugal as primeiras amostras de ouro das minas de Cataguases, descobertas, aliás, desde 1690, por Carlos Pedroso da Silveira, Bartolomeu de Siqueira, Manuel Borba Gato e outros.
1697 – Bartolomeu Bueno de Siqueira continua nas explorações iniciadas por seu cunhado Antonio Rodrigues de Arzão (taubateano), nos sertões de Caetés, começando-se então as povoações de Mariana, Ouro Preto, Caeté, Pitangüi, etc.
Brotaram ainda, durante o século XVII, no já vasto território da Capitania: Laguna e Desterro (Santa Catarina), Parnaíba, São Roque, Taubaté (antes existia aí uma aldeia de índios), Sorocaba, Caraguatatuba, São José dos Campos (ver Vila Velha), Paraibuna, Nossa Senhora do Ó, Guaratinguetá, Itu, Jundiaí, Jacareí, Sant’Ana (Goiás), Atibaia, Nazaré, Itaquaquecetuba, Cotia, Ibituruna; – Congonhas, Sant’Ana, Sumidouro, Ouro Preto, Ribeirão do Carmo (Mariana), Ponto do Morro (Tiradentes), Baependi, Pitangüi, Sabará, Rio das Mortes (São João del-Rei), todas dez em Minas Gerais; Tremembé, Xiririca, São Luís (do Paraitinga); Paranaguá e Curitiba (no Paraná), Araçariguama, Mboi, Porto Feliz (Araritaguaba), Mogi-Mirim, Pindamonhangaba, Cubatão, Penha de França e poucas outras povoações, inclusive Parati, que seria anexada ao Rio de Janeiro aos 1726.
Século XVIII
1700 – A comarca geral de São Paulo é dividida em duas: São Paulo e Taubaté (Carta-régia de 29-10). É o que informaria Azevedo Marques, com assento em Baltasar da Silva Lisboa. Entretanto, apuraria Djalma Forjas que a comarca de Taubaté não fora jamais instalada.
1704 – Dom A. da Silveira de Alburquerque, aos 26 de junho de 1704, ordena a Carlos Pedroso da Silveira, Provedor da Casa dos Quintos da Vila de Taubaté, que a remova para a localidade de Parati.
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