No dia 30 de junho, o Vale do Paraíba se despediu dessa ilustre figura, o senhor Plínio Graça, que faleceu aos 87 anos.
Nós, os valeparaibanos, prestamos nossas sinceras homenagens à memória desse grande cidadão que deve ser visto como exemplo por todos, para que possamos criar uma cultura de preservação e resgate de nossa história.
Agora vamos conhecer um pouco mais sobre a história da “Pharmácia Popular” nas fotos de Jenyfer Ramos.
Diego Amaro de Almeida é licenciado em História pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – U.E. Lorena, auxiliar de pesquisas do Centro Salesiano de Pesquisa Regional "Prof. José Luiz Pasin" e pesquisador do Portal Valedoparaiba.com. Membro do IEV – Instituto de Estudo Valeparaibanos.
Jenyfer Ramos é fotógrafa e graduanda em História pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UE.Lorena.
Considerada a mais antiga do Brasil, em funcionamento, a “Pharmácia Popular” de Bananal foi inaugurada em 1830 e seus ornamentos, ainda conservados, nos levam a uma viagem no tempo, pois estaremos em contato com medicamentos e objetos de manipulação de época.
Fundada pelo francês Tourin Domingos Mosnier, em 1830, passou por importantes momentos históricos do nosso Vale do Paraíba, um deles a revolução liberal de 1842, movimento que teve seu estopim na vizinha cidade de Silveiras; outro foi a Revolução Constitucionalista de 1932, que podemos lembrar através de um selo que se encontra fixado na lateral de um dos armários, recordando a atuação dos proprietários da farmácia, que lá também mantiveram um pequeno acervo contendo peças dessa revolução.
Com o advento da República, os proprietários da Farmácia se viram obrigados a alterar o nome do estabelecimento de “Pharmácia Imperial” para “Pharmácia Popular”, porque, por conta da necessidade de se criar a idéia de estado republicano, o governo fez com que tanto os locais públicos como os privados substituíssem nomes, referências e símbolos que fizessem alusão ao regime imperial.
Dos detalhes do estabelecimento, o que mais nos chama a atenção são seus balcões em pinho de Riga, decorados com ânforas, contendo água colorida com anilina, a maquina registradora que ainda faz parte da decoração, os livros de receitas de diversos medicamentos da época, o rico acervo de recipientes dos componentes medicinais da época e o revestimento em ladrilhos franceses que compõem esse expressivo ambiente histórico.
O estabelecimento teve como último proprietário o Sr. Plínio Graça, que herdou a farmácia do pai Ernani Graça, que o comprara em 1922, sob a condição de não modificá-la nem se desfazer de seu acervo. Plínio Graça foi vereador e prefeito por dois mandatos da cidade de Bananal, homem que mesmo com todas as modificações que seriam necessárias para o funcionamento nos dias atuais, manteve carinhosamente esse acervo, que é muito importante para os estudos quanto à história das farmácias no Brasil e também para conhecermos um pouco mais sobre a evolução e as tradições dessa importante cidade de nossa região.
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