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Nº 40 | Julho/ agosto de 2011
Ágora

Deficiente, um ser eficiente! | Gilson Pereira da Silva

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O SENAC de Guaratinguetá, tem feito um bom trabalho na área de inclusão, dando formação e, na medida do possível, colocação aos portadores de necessidades especiais.

A sociedade, hoje, discute casamento gay, o Projeto de Lei n. 122 (Estatuto do Homossexual) e fecha os olhos para essa parcela da população que são os portadores de necessidades especiais no Brasil que só querem uma chance real para se tornarem cidadãos produtivos, sem pena e nem piedade, apenas solidariedade!

Gilson Pereira da Silva é graduado em História e Geografia nas Faculdades Salesianas de Filosofia, Ciências e Letras (Lorena-SP), em Pedagogia na Universidade Bandeirantes – UNIBAN (São Paulo-SP). Professor de História efetivo no município de Aparecida, diretor de escola efetivo do Governo do Estado de São Paulo.

Longe dos estereótipos tradicionais da sociedade e da mídia que sempre colocam o deficiente visual como um sujeito de óculos escuro, de bengala, com cachorro vira-lata ao lado, tocando um instrumento qualquer, com uma caneca ou um chapéu, pedindo esmola, em frente a uma igreja ou sentado em uma praça, por vezes sai uma sacada engraçada.

Durante a Alemanha de Hitler, qualquer tipo de deficiente era visto como apenas uma despesa para o governo. Um deficiente era visto como um sujeito inútil e, por isso, deveriam ser eliminados da sociedade.

Nossa sociedade tradicional, explicitamente pensa de modo semelhante, haja vista que não são raros os casos em que a família procura ocultar, esconder, privar o deficiente de qualquer possibilidade de ascensão social.

Aos poucos foram surgindo pessoas e instituições voltadas para a reabilitação do deficiente. É o caso de Dona Dorina Nowill, Helen Keller, Instituto Benjamim Constant, Fundação Dorina Nowill e Instituto Padre Chico.

Pessoas e instituições que mostraram a cara e passaram a romper com os paradigmas preconceituosos, possibilitando formação continuada na educação, cursos profissionalizantes e inserção literária através de publicações em braile.

Nos dias de hoje, em concursos públicos, há uma política de cotas e empresas que possuem acima de cem funcionários são obrigadas também a reservar uma porcentagem aos deficientes.

Cotas que quase sempre não são preenchidas por faltar formação adequada aos deficientes. Estamos realmente vivendo um tempo de inclusão?

Apesar de tudo, existem pessoas portadoras de necessidades especiais que com esforço próprio, com uma garra acima do normal conseguem o-ter êxito profissional e pessoal mesmo depois de tanta luta contra os pré-conceitos.

Os portadores de necessidades especiais são encarados por muitos como heróis e por uma grande maioria de uma forma preconceituosa, um pré-conceito feroz, tão feroz que esquecem que o cidadão portador de necessidades especiais é gente, é pessoa, é um ser humano com todas as vulnerabilidades.

O INSS, através de alguns critérios, paga um salário mensal a alguns deficientes, que poderiam estar contribuindo e não recebendo pelo INSS se, as empresas acima de cem funcionários acreditassem e oferecessem vagas não apenas para cumprir a cota, pois oferecem sempre vagas de faxineiro, porteiro, e outros cargos que receberiam como remuneração o mesmo que o INSS lhes paga não respeitando sua escolaridade, sua formação e sua capacidade.

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