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Nº 38 | Março/ abril de 2011
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Lendo com Arte

Abril é um mês especial para os amantes da leitura e dos livros, pois duas datas são internacionalmente comemoradas para, ao menos uma vez ao ano, lembrar o mundo da importância do livro e da leitura para todos os povos de todos os tempos.

O dia 2, data de nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi escolhido para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil.

Lembrando Monteiro Lobato, no dia 18 de abril, data de nascimento do escritor taubateano, festeja-se o Dia Nacional do Livro Infantil.

Já o dia 23 foi reservado pela Conferência Geral da Unesco para ser o Dia Mundial do Livro, data instituída em 15 de novembro de 1995.

Nesta edição especial, O Lince publica a arte de mestres da pintura que fizeram de suas obras verdadeiros arautos da leitura.

E que tal lembrarmos dos livros e da leitura o ano todo?

Aqui estão algumas datas para não esquecer:

07 de janeiro - Dia do Leitor

07 de fevereiro - Dia do Gráfico

27 de fevereiro - Dia Nacional do Livro Didático

12 de março - Dia do Bibliotecário

14 de março - Dia Nacional da Poesia e Dia do Vendedor de Livros

19 de março - Dia do Livro

01 de maio - Dia da Literatura Brasileira

25 de julho - Dia do Escritor

28 de agosto - Dia Internacional da Leitura de Quadrinhos em Público. Instituído em 2010. Data de nascimento do quadrinista Jack Kirby, falecido em 1994.

30 de setembro - Dia Mundial do Tradutor

04 de outubro - Dia do Poeta

29 de outubro - Dia Nacional do Livro. Em 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, dando origem a Biblioteca Nacional.

05 de novembro - Dia Nacional da Cultura

15 de novembro - Dia Nacional da Alfabetização

Adeus, Zé!

Nosso Vale ficou mais pobre.

Zé Demétrio partiu como sempre viveu: sem muitas frescuras. Foi assim: vapt-vupt!

Artista autodidata, caipira valeparaibano, como se auto intitulava, o barro em suas mãos transmutava-se em arte. Arte pura! Do barro para o metal e depois para estruturas de concreto foi um passo natural. Suas obras eram compostas por uma alquimia que ele guardava em segredo: barro misturado a resinas e corantes resultava num material duro, colorido, resistente e leve. Seu sonho: Empregá-lo na construção de casas populares em formato circular, semelhantes a iglus. Várias vezes mostrou-nos seu projeto. Tão fácil de realizar...Ficou no sonho!

Amigo querido, fraterno, desprendido (presenteava seus amigos com suas esculturas, assim, simplesmente!) sempre grudado no Mestre Justino, Demétrio trabalhava e inventava sem parar. 

Leitor voraz de Krishnamurti ( filósofo místico indiano) ele nunca perseguiu a fama. Quem quisesse saber dele que o procurasse no sítio à beira da Dutra onde vivia e  materializava seu talento.

Quantas vezes nos sentamos à mesa, juntos, e partilhamos café com causos, descobertas, sonhos, filosofia e histórias desse nosso Vale que ele tanto amava. Tanto amava que o enfeitou com suas esculturas que podem ser vistas em Aparecida, Taubaté, Guaratinguetá, Redenção da Serra e Jacareí. Em Jacareí, presenteou o Templo Rosacruz da cidade com uma belíssima mandala incrustada no cimento do salão de recepções que, infelizmente, não foi conservada nas reformas pelas quais o templo passou, mas, como ele sempre dizia: “O prazer maior é a gente ver a obra sair dessas nossas mãos rudes, criar, colocar em ação o talento que Ele nos deu.”

Adeus, Zé! A vida, nesses últimos anos afastou-nos um pouco, fisicamente, mas você permaneceu e ficará imortalizado em suas obras, e no coração desses amigos que não o pranteiam hoje, pois sabem que o espírito é imortal!

Feliz Vida Nova, aí em meio a essas esculturas etéreas que tantas vezes você fitou ("Veja o cavalo nas nuvens...Não é perfeito? ") e que o recebem hoje, livre, leve e solto!

Beijos, meu querido e dê nossas lembranças ao Justino, ao Guima Pan, ao Ênio Puccini, ao Johann Gutlich, ao Kuno, ao Leonino, ao Anderson Fabiano e a tantos outros amigos que já andam por aí!

Saudades, Zé, saudades! Ludmila Saharovsky

Os Maias: civilização e cultura na América pré-colombiana

A chegada dos europeus à América significou total destruição para a vida dos povos que já habitavam o continente. Massacres, fome, doenças e imposição cultural acompanharam a entrada dos portugueses e espanhóis no Novo Mundo.

Resgatar a cultura dos povos que viveram no continente antes da chegada dos europeus – chamados de Povos Pré-Colombianos – é o objetivo desta exposição. Nesse sentido, essas culturas devem ser conhecidas e respeitadas, pois sua rica herança cultural exerce ainda profunda influência em diversas sociedades atuais.

Na América Central, o povo que mais se destacou foi o Maia com suas grandes e magníficas construções de pedra e uma arte refinada, movidas por uma religião fascinante, avançados conhecimentos científicos, como na área da medicina e da astronomia, e estruturas administrativas que permitiram sua existência por séculos.

A exposição contou com a pesquisa nos cartazes didáticos do Prof. Dr. Maurício Schneider. As fichas explicativas tiveram a participação na pesquisa de Alex de Felix. Nesse sentido didático e cultural, a mostra é auto-explicativa, pois cada peça é acompanhada de uma ficha com informações sobre o item apresentado.

Todos os objetos apresentados na exposição são réplicas de originais que se encontram em Museus e Coleções particulares de arte Maia. Estes objetos foram confeccionados pelo professor e artista plástico Eduardo Vilela com base em imagens dos originais, procurando reproduzi-los o mais fielmente possível, conforme referências encontradas em pesquisa.

A exposição foi aberta no dia 15 de março e permanece até o dia 15 de setembro no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina. A entrada é gratuita e o horário de visitação é das 9 às 17h., de terça a sábado.
Para quem não sabe, o Museu está situado no Palacete Visconde da Palmeira, à rua Marechal Deodoro, 260, no centro de Pindamonhangaba.

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