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Nº 35 | Setembro/ outubro de 2010
Turismo

Regionalização Turística do Vale do Paraíba | Marco Aurélio Rosas

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O ambiente regionalizado favorece consideravelmente a promoção e comercialização turística do destino, não se organiza ou promove uma cidade isolada com número limitado de equipamentos turísticos, mas se apresenta para o mercado um conjunto de cidades, com vocação e identidade turística clara, e que juntas reúnem vasto potencial turístico e consolida o destino diferenciado e competitivo, regra básica para todos os segmentos de negócio.

Pense Global, aja local...(Edgar Morin)

Nos movimentos de regionalização turística, além de promover e comercializar, é fundamental concentrar esforços na estruturação, organização e sistematização local, ou seja, é essencial arrumar a casa, organizar o espaço com ênfase na sustentabilidade social, ambiental e econômica, pois sem essa prerrogativa qualquer projeto turístico regionalizado estará fadado ao fracasso.

No Vale do Paraíba temos cinco iniciativas/projetos com foco no turismo regionalizado: Circuito Turístico Religioso (Aparecida, Guaratinguetá e Cachoeira Paulista); Circuito Turístico Vale Histórico (Arapeí, Areias, Bananal, São José do Barreiro, Silveiras e Queluz); Circuito Turístico da Mantiqueira (Campos do Jordão, Monteiro Lobato, Piquete, Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí e São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos); Circuito Cultura Caipira (Lagoinha, Taubaté, Tremembé; São Luiz do Paraitinga, Natividade da Serra, Paraibuna, Redenção da Serra, Jambeiro, Caçapava) e finalmente o Circuito Litoral Norte (Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba).

É inquestionável que estamos em uma região privilegiada e com imenso potencial turístico regionalizado, do mar a montanha, da rica herança cultural do café a cultura caipira e do maior centro de peregrinação católica do país. Por tudo isso, a região do Vale do Paraíba é excelência turística.

Marco Aurélio Rosas Consultor SEBRAE-SP e Gestor dos Projetos Circuito Turístico Vale Histórico e Mantiqueira. marcor@sebraesp.com.br

Turismo: negócio coletivo

A atividade turística é uma das principais fontes de geração de emprego e renda da atualidade, o fenômeno turístico tem a força e o potencial de desenvolvimento sustentável de localidades e territórios, desde que planejado de forma sistemática e organizada e principalmente participativa.

Para propiciar os resultados propostos na teoria da sustentabilidade, ou seja, priorizando a inclusão social, o crescimento econômico e a preservação do ambiente natural e cultural, é fundamental que as autoridades públicas e privadas entendam o fenômeno como um negócio, entretanto com uma particularidade: um negócio coletivo.
Essa compreensão é fundamental, pois o turista utiliza e usufrui vários equipamentos turísticos na localidade, ou seja, a mesma pessoa que se hospeda na pousada faz sua alimentação no restaurante, participa dos passeios sugeridos pela agência de turismo receptivo e também visita a casa do artesão local. Dessa foram, todos esses empreendimentos grifados de forma proposital precisam e devem estar em sintonia, pois caso um deles falhe no atendimento ou em qualquer outro aspecto todos serão prejudicados, já que a percepção do cliente (turista) é do todo e não em partes.
Portanto se a atividade turística é um negócio, com a particularidade de ser sistêmica e dependente de várias atividades para efetivamente existir, duas questões devem ser exaustivamente discutidas:

A não percepção desta questão tem ocasionado sérios problemas a destinos turísticos brasileiros, ou seja, ao invés da atividade gerar emprego e renda tem ocasionado graves problemas sociais e também ambientais, pois o turismo acontece de forma espontânea, não planejada, levando a localidade à degradação de seus recursos naturais e culturais.

No exemplo acima, quando tratamos do turismo como negócio coletivo, exemplificamos apenas quatro segmentos de negócio relacionados e impactados diretamente pelo turismo, entretanto segundo a OMT – Organização Mundial do Turismo, a atividade tem impacto direto em 52 segmentos de negócio numa localidade.

Regionalização Turística

Desde 2005 as cidades do Vale do Paraíba com potencial turístico estão unindo esforços na organização, estruturação e principalmente comercialização do destino turístico, há um movimento fomentado e apoiado pelo Sebrae-SP no sentido de regionalizar a atividade turística no território.

Entidades públicas e privadas unidas para que o turismo aconteça de forma regionalizada, tendência esta mundial, visto que quanto maior a oferta de produtos e equipamentos turísticos, maiores sãs as oportunidades de aumentarmos o número de visitantes e, principalmente aumentarmos a sua permanência no destino, gerando desta forma desenvolvimento regional.

Os dois objetivos em destaque acima é foco de qualquer destino ou projeto turístico, seja ele regionalizado ou não. Nesses itens concentram-se todos os esforços, pois é por meio deles que os resultados são alcançados, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento regional.

 
 

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