Em “Viagem na Família” Drummond, lá pelas tantas, diz: “Há um abrir de baús/ e de lembranças...” Assim fez a escritora Deulza Martins de Carvalho Ratti. Viajando na família busca tirar do baú as lembranças mais caras, mais marcantes. O tempo mítico de sua obra constata que ele está “roendo os mortos”, mas também revivendo os vivos. Melhor dizendo, tirando da sombra e do esquecimento ou anonimato aqueles que povoaram seu imaginário. E construiu a partir daí tesouros indescritíveis. O valor da obra reside justamente em trazer à tona o mundo do mito da Memória - Mnemósina – “a deusa que faz lembrar, faz pensar, lembrar-se de”. Põe, em pauta, valores tão esquecidos e até desgastados. A família, a amizade, o respeito pelos mais velhos, por exemplo. Também os costumes e o imaginário reinante à época. Ao descrever ou contar sobre determinada pessoa, foi desenhando uma sociedade em extinção: pequena, mas representativa, respeitada e valorizada por seus integrantes. É certo, muitos já se foram, mas deixaram marca inconfundível. Às vezes muito, outras, no entanto, o suficiente para ficar na memória e vir à luz, anos depois, na forma de relato. No fundo, está é a História real do Brasil interiorano, tão enraizado nos costumes e no cotidiano das pessoas que passa despercebida, pior ainda, desvalorizada e esquecida, vivendo no mundo das sombras.
Deulza esperou o manancial de lembranças inchar no coração, nas veias, no ser todo até o limite insuportável, como se diz, para depois transformá-lo num ser visível e socializável – um livro. Com isso, aquieta, apazigua a deusa da Memória e ilumina um mundo de alegrias, lembranças, de explosão de vida. É assim que o livro De Minas, as Sementes - Memórias da Infância, de Deulza Martins de Carvalho Ratti, tem sido recebido. Os que dele fizeram parte ativa até dizem, refutando tal fato ou situação, que se poderia dizer mais, tal a sintonia que se estabelece. Os que não fazem parte, mesmo assim se sentem incluídos, uma vez que suas memórias são similares e a leitura faz com que elas emerjam do inconsciente para uma nova vida – a de compartilhar memórias.
O livro foi publicado pela All Print Editora, em maio de 2010, e lançado na Bienal do Livro, em Belo Horizonte. Pode ser encontrado nas boas livrarias. Boa leitura!
Colunista do jornal Diário de Taubaté e ocupante da cadeira n. 04 da Academia Valeparaibana de Letras e Artes, o professor José Eurico de Moraes acaba de lançar O Hino Nacional Brasileiro, um livro de detida análise estética e semântica empreendida sobre a letra escrita por Joaquim Osório Duque Estrada.
O poema em versos decassílabos, escrito em 1909 e oficializado em 06 de setembro de 1922, véspera da comemoração do centenário da independência, é interpretado com maestria pelo professor José Eurico. Entranhando cada verso, o acadêmico busca eliminar a relação de estranhamento que geralmente pauta a relação com o texto do hino nacional, elucidando termos e recolocando frases de modo a facilitar-lhes a compreensão.
Professor José Eurico revela que o objetivo da obra “... é traduzir a letra do nosso Hino Nacional, ajudando a descobrir as idéias nele contidas e sua grande mensagem para cada brasileiro na prática do civismo, ajudando-o a entender e pôr em prática as lições do Hino Nacional Brasileiro”
No prefácio, Iara de Carvalho, jornalista e diretora do Diário de Taubaté, jornal no qual o acadêmico mantém a coluna “Um fato em foco”, categoricamente afirma: “Neste livro nós vamos aprender com o seu autor, o Prof. José Eurico, tudo sobre o Hino Nacional. Uma grande lição de Língua Portuguesa, sobretudo, mas também de Civismo”.
O lançamento foi encampado pela Academia Valeparaibana de Letras e Artes (AVLA) e aconteceu no dia 26 de setembro no plenário da Câmara Municipal de Taubaté. De acordo com o presidente da AVLA, Alberto Mazza, “a Academia Valeparaibana de Letras e Artes abraçou, civicamente e historicamente, a chegada desta obra ao mercado editorial, pois nosso acadêmico, Prof. José Eurico de Moraes, soube dinamizar uma pesquisa aprofundada sobre os valores e os ensinamentos do nosso Hino Nacional, pois muitos desconhecem seus princípios e certamente esta obra deveria ser divulgada na área estudantil, como escolas e universidades”.
Aos 75 anos, o professor e acadêmico José Eurico oferece ao público, em 105 páginas, um livro de pedagogia política pautado num forte sentimento de patriotismo e civilidade. Vale conhecer.
O terceiro volume de uma série de sete que comporão a coleção História e Cidade, intitulado São José dos Campos: da Aldeia a Cidade “tem grande significado para o avanço das pesquisas sobre o processo de ocupação e formação do Aldeamento de São José do Parahyba, núcleo original da cidade de São José dos Campos. Grandes esforços foram empregados pelos autores no sentido de buscar investigar as origens da criação do mito José de Anchieta como fundador do aldeamento inicial. Buscou-se também levantar referências documentais que dessem conta da construção de bases verossímeis da presença dos primeiros jesuítas em solo joseense. É senso comum na história de São José dos Campos ter sido o jesuíta José de Anchieta o fundador do primeiro núcleo de povoamento da cidade, no entanto, não há evidências documentais que possam endossar tal evento. Sendo assim, as investigações e pesquisas resultaram nesse livro, uma resposta à comunidade joseense sobre os primórdios da cidade”.
Distribuído em sete capítulos, este livro conta com a participação de mais de vinte pesquisadores coordenados por Maria Aparecida Papali, organizadora do volume III, e Valéria Zanetti.
No dia 14 de outubro foi lançado o quarto livro: Fase Sanatorial de São José dos Campos: Espaço e Doença.
Desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa Pró-Memória - São José dos Campos, o projeto conta com o patrocínio integral da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), da Refinaria Henrique Lage da PETROBRAS e com o apoio da Magno Studio.
Supermercado Santa Cabeça Rua Benedito Macedo, 301 Ponte Alta Aparecida, SP Tel.: (12) 3105-2058 |