Não fosse o pátio de estacionamento construído no interior do Santuário Nacional por ocasião da visita do Papa João Paulo II, com o aporte de recursos federais justificados pela quadruplicação da Avenida Getúlio Vargas, Aparecida teria entrado em colapso há muito tempo.
Na prática, a licença para comercializar a título precário (ou provisório) ganhou perenidade e aquela atividade artesanal e de “pouco ganho” voltada para o sustento familiar, metamorfoseou-se num varejo dinâmico de grande liquidez durante quase o ano todo, tornando-se um empreendimento de expressiva lucratividade e atraindo investidores de cidades que não ficam adstritas à região. Afortunados acabaram por ocupar um espaço que, em essência, deveria ser destinado aos necessitados.
Nesta edição, o arquiteto Gustavo Lopes traz uma proposta de reurbanização da densa área de comércio ambulante de Aparecida, propondo-se resolver alguns dos problemas advindos de uma ocupação desordenada do espaço com soluções originais e de refinado gosto.
O comércio ambulante de Aparecida, em princípio permitido para cumprir uma função eminentemente assistencial aos desprovidos das mínimas condições de sobrevivência, passou a crescer de modo exponencial a partir do início das atividades na Basílica Nova de Aparecida.
Aos poucos, as imediações da cerca (hoje muro) do novo santuário começaram a ser ocupadas (com a permissão da Administração Pública) por pessoas que ali viam uma alternativa de renda básica ou complementar ao orçamento familiar.
Entre as avenidas Getúlio Vargas e Dr. Júlio Prestes e ao longo da extensão do muro, a proliferação das “banquinhas” (como são chamados os pontos de exercício da atividade ambulante) sempre contaram com o acorde de políticos que passaram a fazer da concessão de licença uma “moeda de troca” eleitoral. Era o início da descaracterização do sentido original deste tipo de comércio.
A visita do Papa João Paulo II a Aparecida, em 1980, ensejou a construção de uma ampla avenida diante da Nave Norte da Basílica. Um de seus propósitos era o de aliviar o fluxo intenso de veículos na cidade aos finais de semana. Naquela ocasião, após muita resistência dos ambulantes, todo o comércio ambulante passou a concentrar-se exclusivamente na avenida que recebeu o nome do Papa visitante.
É bom lembrar que uma iniciativa de organização e estruturação foi empreendida pelo então prefeito Alfredo Bourabebi: a construção de 600 pequenas lojas ao longo dos canteiros centrais da avenida recém-inaugurada, o que representaria capacidade plena de acomodação de todos os ambulantes.
Tal complexo de atendimento ao turista, um verdadeiro centro de atendimento ao romeiro, teve a construção iniciada, mas foi frustrado na administração posterior com a interrupção das obras e demolição de um módulo de pequenas lojas que já estava em funcionamento.
Desde então, o vertiginoso crescimento do comércio ambulante ocupou não apenas a área total da avenida, como também as vias públicas adjacentes. O tráfego urbano aos finais de semana que já era apontado no início da década de 1970, por estudiosos da USP, como problemático, tornou-se caótico dado o elevado aumento do número de veículos e a extensão da ocupação da Feira.
Hollywood Palace Hotel Rua João Alves, 114 Centro - Aparecida/SP Tel.Fax: (12) 3105.1222 Tel.Fax: (12) 3105.1824 www.hotelhollywood.com.br |
Preview Media Studio™ Jardim São Paulo Aparecida, SP Tel.: (12) 3105.1763 Cel.: (12) 9148.0617 Visite o Canal Preview |
100% Ice Cream Rua Isaac Ferreira da Encarnação, 228 Jd. Paraíba II - Aparecida/SP Tel.: (12) 3105.2550 Tel.: (12) 3105.4237 100icecream@gmail.com |