Nº 33 | Maio/ junho de 2010
Focus

Grandes Médicos do Vale do Paraíba - Parte 3 | Alexandre Marcos Lourenço Barbosa

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Realizou importantes estudos sobre as causas da transmissão da malária em países centroamericanos, foi professor de entomologia, parasitologia, epidemiologia e controle da malária em vários centros educacionais no Brasil e publicou importantes trabalhos sobre estas matérias.

Em agosto de 1966, por decreto da Presidência da República, o Centro de Pesquisas de Endemias Rurais, em Belo Horizonte, passou a se denominar, em sua homenagem, “Centro de Pesquisas Dr. René Rachou”, hoje vinculado à FIOCRUZ (Fundação Instituto Oswaldo Cruz).

Euryclides de Jesus Zerbini (1912 – 1993) – Guaratinguetá-SP

Dr. Zerbini foi o pioneiro e principal responsável pela condução da história da cirurgia cardíaca no Brasil.

Filho de um casal de imigrantes que se conheceu no Brasil, Ernestina e Eugênio, Euryclides nasceu no dia 10 de maio de 1912.

Diante de sua própria indefinição acerca de qual carreira profissional seguir, acatou a sugestão do pai, professor da Escola Normal, e decidiu-se pela Medicina.

Em 1929 prestou exames para uma das 50 vagas oferecidas pela única Faculdade de Medicina existente no estado de São Paulo. Foi aprovado na décima colocação e iniciou o curso que viria a concluir em 1935.

Especializou-se, a seguir, em cirurgia geral pelo Hospital das Clínicas e tornou-se Livre Docente em 1941. Entre 1935 e 1943 dedicou-se à cirurgia geral na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no Sanatório Jaçanã e no Hospital das Clínicas. Estudou cirurgia toráxica, cardíaca e pulmonar, nos Estados Unidos e, a partir de 1945 dedicou-se à cirurgia intracardíaca primeiro em animais (1957) para, finalmente, com sua equipe, proceder, em 25 de maio de 1968, ao primeiro transplante de coração feito no Brasil, seis meses depois de seu colega da Universidade de Minneapolis, Dr. Christian Barnard, realizar o feito, pela primeira vez, na África do Sul. A equipe coordenada pelo Prof. Dr. Zerbini fez outros dois transplantes ainda nos anos 60.

Professor Titular da Universidade de São Paulo a partir de 1969, criou Centro de Ensino de Cirurgia Cardíaca, núcleo que mais tarde levaria à criação, em 1975, do Instituto do Coração.

Na década de 1980, com o auxílio dos medicamentos anti-rejeição, Dr. Zerbini volta às cirurgias de transplantes cardíacos, desta vez, uma vez mais pioneiramente, transplantando um portador de Mal-de-Chagas.

Dr. Zerbini, em seus longos 58 anos de carreira, participou de mais de 300 congressos médicos e realizou, pessoalmente ou com suas equipes, mais de 40 mil cirurgias de coração. Dentre os livros que publicou encontram-se: Clínica Cirúrgica (com Alípio Correa Neto), Cirurgia do Tórax, Arquivos Brasileiros de Cardiologia e Tratamento Cirúrgico das Lesões das Valvas Mitral, Aórtica e Tricuspid.
Por tanta dedicação profissional e humana, recebeu 125 títulos honoríficos e inúmeras homenagens de governos do mundo todo.

Casado com a médica cirurgiã Dirce Costa, Dr. Euryclides Zerbini teve com ela três filhos e seis netos.

Aos 81 anos de idade, faleceu, em São Paulo, aos 23 de outubro de 1993, este guaratinguetaense que mudou a história da medicina brasileira fazendo-se merecedor de, em vida, ver publicada a sua biografia pela lavra do jornalista Celso Arnaldo Araújo. “Dr. Zerbini, O Operário do Coração” é o título – e não poderia ser outro – encontrado pelo autor para render-se a quem costumeiramente dizia que morreria traballhando, pois considerava a arte e a ciência da operação algo divertido para si e benéfico aos outros.


Osvaldo Cruz (1872 – 1917) – São Luiz do Paraitinga-SP

Único filho homem do médico Dr. Bento Gonçalves Cruz e de D. Amélia Taborda Bulhões Cruz, Oswaldo nasceu em 5 de agosto de 1872 e com a família viveu em São Luiz do Paraitinga até os cinco anos, quando passaram a residir no Rio de Janeiro.

Ingressou da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1887, doutorando-se, em 1892, com a tese A veiculação microbiana pela água. Em 1893, casou-se com D. Emília Fonseca, com quem teve seis filhos. Viajou para Paris, em 1896, a fim de estagiar no Instituto Pasteur, sob direção de Émile Roux.

Ao retornar de França, em 1899, dirigia o laboratório da Policlínica quando foi designado pela Diretoria de Higiene para combater um surto de peste bubônica que eclodira em Santos.

Para o controle da epidemia, que dependia do emprego de soro, propôs a instalação de um instituto para fabricá-lo. Foi então criado, em 1900, pelo governo federal, o Instituto Soroterápico em Manguinhos-RJ.

O instituto dirigido por Oswaldo Cruz a partir de 1902 foi o primeiro e maior centro de medicina experimental do Brasil. Ali, o grande médico sanitarista e cientista conseguiu reunir uma equipe de pesquisadores da estirpe de Rocha Lima, Cardoso Fontes, Carlos Chagas, Emílio Ribas, Arthur Neiva, Adolfo Lutz e outros nomes de escol da medicina brasileira. Carlos Chagas viria a afirmar que Oswaldo Cruz foi o “criador da Medicina Experimental no Brasil”, uma vez que os estudos promovidos no Instituto Soroterápico trouxeram significativas contribuições para a Medicina Tropical.

Em 1903, quando Diretor Geral de Saúde Pública, nova incumbência foi posta como desafio a Oswaldo Cruz: coordenar as campanhas de erradicação da febre amarela e da varíola na capital da República. Como solução, o médico luiziense sugeriu a vacinação obrigatória e obteve a aquiescência do Presidente Rodrigues Alves. Decretada a medida, populares e militares rebelaram-se diante das brigadas mata-mosquitos no histórico episódio da Revolta da Vacina.

Oswaldo Cruz também foi o responsável pela erradicação da febre amarela na capital paraense e pelo controle da malária na área delimitada para a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré.

Depois de premiado no 14º Congresso Internacional de Higiene, realizado em Berlim (1907), recebeu uma medalhade ouro oferecida pela imperatriz da Alemanha. No mesmo ano foi eleito para a Academia Nacional de Medicina.

Em 1912, ao lado de Carlos Chagas, procedeu ao saneamento do vale amazônico.

Sucedeu Raimundo Correia na cadeira n. 5 da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito em 11 de maio de 1912 e recebido por Afrânio Peixoto, em 26 de junho de 1913.

Em 1916, ajudou a fundar a Academia Brasileira de Ciências. No mesmo ano assume a Prefeitura de Petrópolis-RJ. Doente, faleceu um ano depois, em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos, não tendo completado o seu mandato.

René Guimarães Rachou (Taubaté-SP)

Filho de João Rachou e Bertha Guimarães Rachou, René Rachou nasceu em 30 de junho de 1917 e veio a falecer, aos 47 anos, na cidade de San Salvador, em El Salvador, no dia 21 de novembro de 1963.

Na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil graduou-se, em 1939. A partir de então, desde o seu ingresso no Serviço de Profilaxia da Malária do Estado de São Paulo, suas atividades médicas orientaram-se para a Saúde Pública.

Em 1942, René Rachou retorna ao Rio de Janeiro para acompanhar um curso sobre malária organizado pelo Departamento Nacional de Saúde. Concluído o curso em 1943, o destaque do Dr. René ao obter o primeiro lugar entre os cursistas o fez merecedor da admissão no Serviço Nacional de Malária como chefe do Laboratório Regional da Circunscrição Sul, com sede na cidade de Florianópolis.
De volta ao Rio de Janeiro, passa a chefiar o Laboratório Central do Serviço Nacional de Malária. Como chefe de epidemiologia, atuou na formação de técnicos entomologistas especializados em malária, uma verdadeira “escola de entomologistas” voltada para os trabalhos técnicos e de pesquisa. Tal grupo teve grande relevância para as ações sanitárias empreendidas no Brasil e no exterior.

 Em fins de 1955, uma política de regionalização das pesquisas endêmicas determinou a transferência do Instituto de Malariologia do Rio de Janeiro para Belo Horizonte.
Pouco depois, em março de 1956, o Instituto de Malariologia, sob a direção de René Rachou, é transformado em Centro de Pesquisas do Instituto Nacional de Endemias Rurais, órgão subordinado ao Departamento Nacional de Endemias Rurais e voltado para o estudo e pesquisa de doenças através do conhecimento de seus agentes e meios de transmissão.

René Rachou dirigiu o Centro de Pesquisas de Belo Horizonte até 1957. Durante esse período, os trabalhos de campo receberam ênfase e as pesquisas sobre malária, esquistossomose e a doença de Chagas passaram por sistemáticas pesquisas de seus vetores e métodos para sua eliminação.

Em 1960, Dr, Rachou passa a trabalhar para a Organização Pan-Americana de Saúde, na América Central.
Como epidemiologista, não se limitava ao gabinete. Ao contrário, suas viagens pelo Brasil e ao exterior eram freqüentes, o que lhe permitiu amealhar profundos conhecimentos, especialmente em malariologia.

 
 


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