O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

 
 
Nº 31 | Janeiro/ fevereiro de 2010
Grafias

Sobre heróis e vilões | Wilson Gorj

Sim, a humanidade, mesmo que ela englobe apenas os quintais do Tio San.  Quintais esses tão vastos que os vilões daqueles heróis sempre o encaram como sendo o próprio mundo. Por essa razão, querem e fazem de tudo para conquistá-lo. Não são como os vilões do narcotráfico, que se contentam com os morros, ou como os malfeitores do meio político, que só pretendem conquistar as zonas eleitorais. O lema dos verdadeiros vilões resume-se nisto: “O mundo, ou nada!”

O curioso é que todas essas criaturas superdotadas, que representam maniqueistamente o Bem e o Mal, trazem às costas o mesmo rótulo de fabricação: MADE IN USA.

Os EUA nos deram O Homem de Aço e toda a turma da Marwel. Heróis e vilões que no fundo simbolizam as intenções de seus compatriotas governantes, já que é notória a preocupação dos Estados Unidos em proteger o planeta das “entidades do mal”, antes incorporadas pelos comunistas e hoje representadas por terroristas como o Bin Laden. Menos evidente, no entanto, é seu firme propósito de conquistar o mundo.

Mas, enquanto isso, na Sala da Justiça...

O destemido Dólar, o onipresente Mac Donald’s e a maravilhosa Coca-cola, entre outras formas de colonização americana, nos provam que a cada a dia esse propósito está mais perto de se realizar.

E quem poderá nos defender?

Quem? O Chapolin Colorado?!

Ao menos esse herói não é americano.

Wilson Gorj é autor do livro Sem Contos Longos.

MINHA GERAÇÃO cresceu fascinada pela legião de super-heróis que povoava os desenhos da TV e das histórias em quadrinhos. Super-homem, Batman, Homem Aranha, só para citar os três mais famosos. Em nossas fantasias pueris nos imaginávamos com os mesmos superpoderes. Não para defender o planeta das Forças do Mal. Imagina... Tínhamos outras prioridades. Por exemplo: com a visão de raios-x poderíamos sondar o vestiário feminino do colégio; sonhávamos em descobrir o porquê daqueles risinhos que escutávamos do lado de fora, no pátio da escola (tolos que éramos, não percebíamos que as meninas riam de nós). Com uma força incomum seríamos capazes de amedrontar até os moleques mais corajosos, que, por sinal, também eram os mais folgados; bastaria levantar automóveis com uma mão, digo, um dedo apenas. E o que dizer do supremo privilégio de poder subir pelas paredes ou voar pelo espaço sem-fim?  A imaginação ia longe.

Lembro que a de um primo meu foi mais longe do que devia. Tanto que acabou se dando mal com essa história de superpoderes.

Aconteceu assim. Minha tia havia lhe dado de presente de aniversário a roupa do Superman. Roupa acompanhada da capa vermelha, a qual ele fez questão de usar no dia de sua festinha de anos – para inveja dos outros garotos, nos quais eu me incluía.  Ora, o mais próximo que cheguei do disfarce de um super-herói foi através de uma dessas redinhas de ensacar laranja – que eu usava revestindo a cabeça pra ver se ficava igual ao Homem Aranha. Artimanha inútil: parecia mais assaltante de banco.

Mas, voltando ao primo...

Dia seguinte ao seu aniversário ele subiu num muro bem alto e, fiando-se no poder de sua poderosa capa, saltou confiante no vôo certo.

Mas certo mesmo foi o tombo. Certo e grave. O primo quebrou o braço, com o que descobriu a inutilidade de sua fantasia: a capa não servia para fazê-lo voar, e a roupa azul, que pena!, não o tornava de aço. Viu que não era tão simples se transformar em super-herói. São criaturas privilegiadas. Predestinadas, diria.

Contudo, não se pode falar deles sem mencionar os grandes vilões. Pois estes, sim, são a razão de existir daqueles. Verdade: nenhum super-herói de peso combate criminosos vulgares. Não perdem tempo com traficantes, matadores de aluguel e ladrões de supermercados.   Não.  Isso é trabalho para os meros mortais Homens da Lei. À Liga da Justiça cabe proteger a Humanidade, não a comunidade.

Leia mais textos da Seção Grafias desta edição

« Voltar

 
 


Consultório Companhia do Cão
Rua José Bonifácio, 256
Centro
Guaratinguetá /SP
Tel.: (12) 3122.4011


Nossa Casa Móveis
Rua José Bonifácio, 163
Guaratinguetá/SP
AV. Padroeira do Brasil, 960
Aparecida/SP
Tel.: (12) 3132.1553


Calsul
Rua Barão do Rio Branco, 90
Centro
Aparecida/SP
Tel.: (12) 3105.2335


Colégio Via Solis
R. Afonso Pereira Rangel, 57
Jardim Paraíba | Aparecida
Tel.: (12) 3105.2029
Visite o website
 
 
  © 2007 - 2010 Jornal O Lince, tem o que ler  | Tel.: (12) 9138 5576 | redacao@jornalolince.com.br
  Rua Alfredo Penido, 101, Jardim São Paulo | Aparecida, SP | CEP 12570-000

  Flash Player  Flash Player