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Nº 31 | Janeiro/ fevereiro de 2010
Focus

Plínio Salgado: arauto e apóstolo de Cristianismo e de Brasilidade | Victor Emanuel Vilela Barbuy*

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Por esse tempo, fundou, com o primo Joaquim Rennó Ferreira, o semanário Correio de São Bento, primeiro periódico da cidadezinha serrana.

Na mocidade, leu autores como Spencer, Comte, Kant, Hegel, Schopenhauer, Nietzsche, Büchner, Haeckel, Lamarck, Gustave Le Bon, Jhering, William James e Ingenieros, ao mesmo tempo em que se aprofundava no conhecimento de nossa Literatura, bem como das literaturas portuguesa, francesa, espanhola, italiana, inglesa, alemã e russa.

No ano de 1918, Plínio, que já tivera trabalhos publicados na Revista do Brasil e no Correio Paulistano e coordenara, em 1915, a publicação do Almanaque de São Bento, casou-se com Maria Amélia Pereira.

Por esse tempo, era ele a figura central da cidadezinha de São Bento do Sapucaí, sendo diretor do jornal local, secretário do Tiro de Guerra, presidente do clube de futebol, orador do Gabinete de Leitura, diretor do externato e do grupo dramático e agrimensor.

* Victor Emanuel Vilela barbuy é bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, escritor, crítico literário, articulista, ensaísta, 1º Vice-Presidente da Casa de Plínio Salgado e atual Presidente da Frente Integralista Brasileira.

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Este documento não pode ser reproduzido sem o consentimento expresso dos autores. A transgressão desta regra implicará em penalidades da lei. Baixe o texto "Plínio Salgado: arauto e apóstolo de Cristianismo e de Brasilidade"
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Pensador profundo, escritor brilhante, jornalista e orador de amplos recursos e egrégio doutrinador tradicionalista, patriótico, nacionalista e democrático na acepção cristã, autêntica e integral do termo, Plínio Salgado é, sem sombra de dúvida, um dos mais eminentes e, ao mesmo tempo, olvidados e injustiçados homens de pensamento e de ação patrícios. Criador do movimento de renovação moral e social a que denominamos Integralismo e arauto de um Brasil Novo e Maior, foi ele, no dizer do ínclito pensador e escritor tradicionalista português Hipólito Raposo, “o mais eloquente intérprete da Brasilidade”. No mesmo sentido, o jusfilósofo Francisco Elías de Tejada y Spínola, maior pensador espanhol da Tradição e do Direito Natural Clássico do século XX, ponderava que Plínio Salgado, “profeta incandescente e sublime de seu povo”, “encarnação viva do Brasil melhor”, foi o primeiro a efetivamente compreender a Tradição Brasileira.

Nascido a 22 de janeiro de 1895 na bucólica cidadezinha montanhesa de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais, Plínio era filho do Coronel Francisco das Chagas Esteves Salgado, farmacêutico e chefe político da região, e de D. Ana Francisca Rennó Cortez, professora normalista formada em São Paulo no último ano do Império.

O Coronel Francisco das Chagas, homem profundamente patriota e nacionalista na acepção sadia, equilibrada e construtiva do vocábulo, tinha o costume de reunir os filhos à noite para lhes narrar os feitos de Felipe Camarão, de Henrique Dias, do General Osório, do Duque de Caxias, dos almirantes Barroso e Tamandaré e de outros vultos da História Pátria.

Pouco mais tarde, D. Ana Francisca, que já ensinara o filho a rezar e também lhe incutira o temor a Deus e lhe narrara histórias bíblicas, principiou a lhe dar lições de História do Brasil, Geografia, Aritmética e Francês.

Em 1907, Plínio, que havia iniciado os estudos secundários no Externato São José, dirigido pelo Prof. José Calazans Nogueira, seguiu para Pouso Alegre, Minas Gerais, onde iria estudar humanidades no tradicional Ginásio Diocesano São José, em que também estudavam Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida e Teodoro Quartim Barbosa, com os quais o futuro autor da Vida de Jesus firmou uma grande amizade que se estenderia por toda a vida.O falecimento do pai, no ano de 1911, forçou Plínio a abandonar os estudos e a retornar a São Bento a fim de cuidar da mãe e dos irmãos menores.

D. Ana Francisca, que ainda lecionava em sua escola isolada para meninas, que funcionava nos fundos de sua residência, transformou outro cômodo da casa em sala de aula, abrindo uma escola para meninos e confiando-a a Plínio.

Pouco mais tarde, Plínio principiou a trabalhar como agrimensor e topógrafo judicial. Em seguida, obteve o cargo de inspetor escolar no Município e, em virtude de se haver habilitado para requerer em juízo e promover o andamento dos feitos, foi nomeado solicitador, exercendo a função de advogado quando não havia advogados.

 
 

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