O Ministério da Saúde e as Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Hipertensão e Nefrologia lançaram em abril de 2010 a campanha intitulada "Eu sou 12 por 8", criada para conscientizar a população sobre os benefícios de manter a pressão arterial normal ou controlada e sobre os riscos da hipertensão. Hoje, no Brasil, existem mais de 30 milhões de hipertensos que precisam entender e cuidar da sua saúde para viver mais e melhor.
A pressão alta não controlada é a principal causa das duas doenças que mais matam no Brasil: o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. A cada ano, 300 mil brasileiros são vitimados pelas doenças cardiovasculares, principalmente causadas pela hipertensão.
A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas é imprescindível adotar um estilo de vida saudável: com a prática de atividade física regular; desfrutar de momentos de lazer; controlar o peso com auxílio de uma alimentação equilibrada; não abusar do sal; evitar alimentos gordurosos; abandonar o fumo; moderar o consumo de álcool; controlar o diabetes e periodicamente consultar o médico para medições da pressão arterial, atitudes simples que trazem benefícios enormes para nossa saúde e qualidade de vida.
IMPORTANTE: Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Essas informações possuem apenas caráter educativo.
Durante a gravidez, a hipertensão arterial é a mais freqüente complicação clínica registrada e, se não for precocemente diagnosticada, pode levar à morte tanto o bebê quanto a mãe.
A doença hipertensiva específica da gravidez - que aparece durante a gestação e é chamada de pré-eclâmpsia - afeta 5% das gestantes. Sendo mais comum na primeira gestação e em pacientes com outras doenças associadas: hipertensão arterial crônica, diabetes, doenças do colágeno como lupus, trombofilias. A possibilidade de ocorrência de pré-eclâmpsia em mulheres que já são hipertensas oscila entre 25 e 30%.
O médico Luiz Bortolotto, cardiologista do Incor e membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão, alerta: “A falta de detecção ou o controle inadequado da hipertensão na gravidez podem levar a complicações graves, como a ocorrência de eclâmpsia (convulsões ou coma), edema agudo dos pulmões, descolamento prematuro da placenta, hemorragias e insuficiência renal”.
A hipertensão arterial na gravidez pode ainda afetar o crescimento - bebês nascem abaixo do peso ideal -, aumentar taxas de prematuridade, sofrimento fetal, nascimento antes da data prevista e até mesmo óbito. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial na gestação e o controle clínico e obstétrico adequado dessas pacientes são capazes de reduzir a morbidade e mortalidade materna e perinatal – diz o Dr. Luiz Bortolotto.
Estima-se que a hipertensão atinge em torno de, no mínimo, 30% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 55 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.
O coração é a “bomba” responsável por fazer o sangue circular por todo o nosso corpo. A força com a qual esse potente órgão bombeia o sangue através dos vasos é chamada de pressão arterial. Ela é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular pelos vasos. A pressão considerada normal é aquela que, na média, é igual ou inferior a 12 por 8, ou seja, máxima em 120 milímetros e mínima em 80 milímetros de mercúrio (mmHg).
Hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). Valores entre 12 por 8 e 14 por 9 são considerados limítrofes, ou pré-hipertensão, e podem merecer tratamento em alguns casos, conforme recomendação médica.
Segundo Dr. Luiz Bortolotto, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) e membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão, prevenir, diagnosticar e tratar a hipertensão arterial é importante porque esse distúrbio é uma das principais causas de doenças altamente debilitantes do sistema cardiovascular.
A pressão alta é a origem de 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, diz o médico. Ela é preocupante também por ser uma “inimiga silenciosa”, ou seja, muitas vezes, o doente não sente qualquer sintoma da doença. Dr. Luiz Bortolotto afirma que “as manifestações mais comuns a ela atribuídas - entre as quais dor de cabeça, cansaço, tonturas e sangramento pelo nariz - podem não ter uma relação de causa e efeito com a elevação da pressão arterial”.
Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
Apesar de ser uma doença “democrática”, pois ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, as pessoas que têm maior risco de se tornarem hipertensas são aquelas que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, não fazem atividades físicas, estão com excesso de peso, exageram no consumo do álcool, são diabéticas ou têm familiares hipertensos.
Se não tratada, a pressão alta pode ocasionar derrames cerebrais (AVC), doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca (aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal ou paralisação dos rins, impotência sexual, alterações na visão que podem levar à cegueira, além de outras complicações que alteram significantemente a qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, quem é hipertenso e não faz o controle adequado pode ter uma redução na expectativa de vida de até 16 anos e seis meses.
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