Eryck Magalhães: branco, negro, amarelo... Melhor assinalarmos em “outros”. Assim é o autor: nem um nem outro, apenas busca com seus breves- mas nunca singelos - versos os ecos mais íntimos do pudor da palavra. Conciso, diz mais com menos, muito com pouco, o suficiente para nos conduzir ao seu universo literário de ecos sem apelos sociais nem piegas sentimentais, mas sim a sutil porrada da pena a bailar, com seu espírito livre, em grande estilo, deslocando os valores morais do falso puritanismo e colocando-os, com irônico carinho, no oco daqueles que se cegam.
Num antipoema, desconstrói a metalinguagem poética e Justifica seu eu em seus versos. Em seu Aniversário, percebe sua condição humana e a observa de sua percepção poética. Ao criar sua Antropofagia, o poeta rumina sua mente, vomita as palavras no branco do papel e as devora novamente. Constrói, concretamente, letra por letra, com seus Zumbidos, a Metrópole.
Da Herança nascem Ex-escravos na base de sua Inconsciência. De uma Arritmia vai ao Choro que o leva ao chão, “que tudo retém”, para contemplar o Crepúsculo de Guaratinguetá com suas garças brancas e, da sensualidade de seus trocadilhos, vê a Abundância da “vagabunda que vaga a bunda vagalumeando”. É o primeiro eco de versos que criam o poeta.
(Texto de André Arneiro extraído da quarta capa do livro).
Eryck Magalhães nasceu e vive em Guaratinguetá-SP, é graduado em Letras e acaba de ser premiado num concurso da Academia Brasileira de Letras.
A Universidade de Taubaté (UNITAU), através de seu Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH), editou a cartilha Taubaté: viagem pela história de nossa cidade, um material didático de 32 páginas coordenado pelo Prof. Dr. Mauro Castilho Gonçalves em co-autoria com Joana Jesus Silva e Tiago Donizete da Cunha.
O livro tem por escopo fazer uso da história da cidade de Taubaté, no perío- do entre os anos 1891 e 1960, como referência para o trabalho com fontes primárias para o ensino da história no ensino fundamental.
A tiragem inicial é de 2000 exemplares e a cartilha conta com ilustrações de Carmem Flora Ramos Zeigab.
Cinco estabelecimentos de ensino da rede municipal, com diferentes características de clientela, foram selecionados para o projeto-piloto que conta com o patrocínio da PETROBRAS, proext cultura, Ministérios da Educação e da Cultura e Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João Del Rei.
A cartilha, colorida e ricamente ilustrada, está dividida em seis capítulos e conta com fotografias de interesse histórico, boxes informativos sobre termos e assuntos tratados, jogos e atividades que conferem ludicidade aos temas explorados.
Recentemente, a professora Regina Roppa estreou como escritora de literatura infantil ao lançar o livro As aventuras de uma bola (2009), pela Editora Scortecci. A autora conta a aventura de uma bola que toma vida e na relação com um menino percebe as mudanças significativas que acontecem com o passar do tempo.
Regina Roppa, através do livro, conta uma história na qual busca "o resgate de alguns valores sobre o medo do desconhecido, do envelhecer e do viver. Uma história não apenas para crianças, mas também para o público adulto. É um convite à reflexão sobre o viver".
As ilustrações são de Anay de Oliveira Cunha Thomaz.
Graduada em Pedagogia e prestes a concluir o curso de Filosofia, Regina Roppa já participou da antologia Enigmas do Amor, pela mesma editora, com o conto Ironia, e, em agosto, estará presente em nova antologia da Editora Scortecci: Encontro Pontual, a ser lançada na Bienal do Livro de São Paulo.
Outros textos da autora podem ser encontrados nos endereços eletrônicos: http://recantodasletras.uol.com.br e http://reginaroppa.wordpress.com
A escritora guaratinguetaense Dora Vilela acaba de lançar um novo livro e, desta vez, surpreendendo aos que esperavam, deleitosamente, ler seus novos versos.
Dora bordou do avesso os seus escritos e oferece-nos, em primeira mão, deliciosos textos em prosa.
São belos e preciosos contos, crônicas e poemas em prosa reunidos em uma centena de títulos e quase duzentas páginas.
Vertidas de uma incomparável capacidade de significar a existência, as palavras de Dora, como fios de ouro, tecem brilhantemente a seda da vida, produzindo refinada literatura.
Editado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Bordados do Avesso é original desde o título do livro e de cada texto.
Sugestivas, cada história soma estilo e criatividade, forma e substância, lirismo e filosofia. A singeleza literária de Dora jamais teve sinonímia na superficialidade e no artificialismo. Ao contrário, sua obra é regularmente fecunda e profunda.
Passar os olhos pelos seus textos é sempre insuficiente. É preciso fixar-se para penetrar, exegeticamente, o âmago de suas interpretações. Afinal, como diz a autora, um mundo de mistério e crença cabe na entrelinha.
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