Nº 34 | Julho/ agosto de 2010
Especial

Aparecida, Santuário e 40 anos de peregrinações: Aparecida sob a ótica do turista - parte 2

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Turista quer comprar qualidade

Diante da pergunta “no comércio, o que você mais sente falta em Aparecida?”, a maioria absoluta dos visitantes (57,84%) declarou-se plenamente satisfeita com o que encontra na cidade. Por outro lado, os restantes 42,16% acham que o comércio de Aparecida poderia oferecer outras opções. Roupas e vestuários (13,57%) e artigos de artesanato (10,76%) são os produtos mais citados.

Chama atenção a preocupação do turista com a qualidade dos produtos oferecidos (10,98%). Após o setor de roupas, foi o item mais lembrado, o que evidencia um descontentamento com a baixa qualidade do produto que se oferece.

A lembrança do setor de eletrodomésticos (1,06%), embora pouco expressiva, aponta uma expectativa interessante aos comerciantes.

O turista não é mais aquele...

Não mais é possível definir o turista de Aparecida como iletrado e desprovido dos referenciais da cultura urbana, pois, mostra a pesquisa, acima de 80% dos visitantes tem escolaridade mínima compatível com o ensino fundamental assim distribuídos: ensino fundamental (35,25%), ensino médio (36,90%) e ensino superior (9,79%). A cultura de parte dos visitantes ainda pode ter boa dose de ruralismo, mas um ruralismo com um mínimo de informação e formação escolar, o que faz do “novo” peregrino alguém mais criterioso quanto ao atendimento de suas necessidades e exigências, elas próprias mais elevadas agora do que antes.

Dos entrevistados, apenas 17,28% possuem os rudimentos da leitura e da escrita e 0,78% nunca estudaram. A figura do roceiro analfabeto cedeu lugar a um turista mais instruído e, por conseguinte, um avaliador mais rigoroso daquilo que lhe é oferecido.

Faltam bons restaurantes

Quando o assunto é alimentação, a insatisfação aumenta consideravelmente. Somente 30% dos entrevistados se disseram satisfeitos com a qualidade e o atendimento que receberam.

Quase ¼ das pessoas entrevistadas (22,84%) ressentiam-se de restaurantes típicos com variedade de pratos, o que demonstra que os proprietários que direcionarem seu atendimento, mesmo que parcialmente, sob esta orientação, terão boas chances de êxito no empreendimento.

Contudo, o ponto crítico do setor de alimentação em Aparecida, segundo os que opinaram, é a falta de higiene e a qualidade dos alimentos. Mais de ¼ dos visitantes (26,04%) registraram este como o maior problema encontrado dentro deste setor e se considerado que mais 7,4% sentem falta de um bom restaurante, os números tornam-se ainda mais expressivos.

Uma ressalva é necessária: a categoria restaurantes engloba os estabelecimentos que operam exclusivamente no setor de alimentação. Os restaurantes e cozinhas de hotéis não foram considerados para os fins desta pesquisa.

Nunca é demais lembrar que uma pesquisa de opinião retrata um momento e, por esta razão, deve ser constantemente revista e reiteradamente aplicada. Porém, é providente estar sempre atento a apresentação dos índices de satisfação daquele que visita a cidade, pois turista insatisfeito tem pouca probabilidade de retornar. É como se o empreendimento do turismo na cidade, todos os anos, perdesse centenas de milhares de clientes em virtude de sua incapacidade de atender bem.

Em baixa...

Questionado sobre a qualidade dos serviços prestados na cidade, este avaliador agora mais rigoroso, sem pestanejar, classificou a acessibilidade para portadores de necessidades especiais (61,15%), o policiamento (60%) e o trânsito (51,12%) como os piores serviços oferecidos na cidade. Sanitários públicos (51,02%), atendimento no comércio e nos serviços (45,62%) e ausência de postos de informações (42,52%) completam a lista.

Todavia, quando os turistas foram indagados sobre “o que falta em Aparecida para tornar sua estadia mais cômoda e agradável?”, suas opiniões confirmaram a urgência de mais segurança e policiamento (9,55%) e de sanitários públicos mais próximos e em maior quantidade (7,35%). Entretanto, a avaliação da limpeza da cidade é contraditada por 8,77% das pessoas pesquisadas, colocando-se como a terceira maior ausência de uma lista de 14 itens.

É bom lembrar que mais de um quarto (26,66%) dos que opinaram se disseram plenamente satisfeitos com a cidade dizendo que nada falta para torna-la mais cômoda e agradável.

Em alta...

No outro extremo, o acesso à cidade (57,30%), a limpeza da cidade (52,24%) e os preços das mercadorias (51,40%) aparecem como os itens melhor avaliados pelo visitante. Os itens locais para alimentação (46,40%), estacionamento (40,30%) e sinalização (33%) também receberam a qualificação “bom”.

Entretanto, quando a questão é sobre o que falta para tornar a estadia do turista mais cômoda e agradável, o quesito mais vagas em estacionamento (12,27%) aparece como a maior carência. Se por um lado, o serviço prestado é avaliado como bom, por outro é percebido como insuficiente. Logo reaparece um turista preocupado com sua segurança: o item “mais policiamento” obteve 9,55% das opiniões sobre as maiores carências da cidade.

 
 
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