Nº 34 | Julho/ agosto de 2010
Especial

Aparecida, Santuário e 40 anos de peregrinações: Aparecida sob a ótica do turista - parte 1

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De onde vem... e como?

Outra informação vital para Aparecida é o mapeamento regionalizado das romarias. Como dito, o estado de São Paulo continua sendo o grande centro de dispersão de peregrinos para a Cidade da Fé. Os estados de Minas Gerais (17,7%) Rio de Janeiro (12,6%), Paraná e Santa Catarina (6,19%) contribuem com números expressivos para completar o mosaico geográfico do fluxo de peregrinos para Aparecida.

Os ônibus de excursão (68,86%) e os carros de passeio (21,91%) são os meios de transporte mais utilizados e respondem pela presença de mais de 90% da população flutuante de Aparecida. Os ônibus rodoviários “de carreira”, ou seja, aqueles que interligam estações rodoviárias, atendem 6,46% dos turistas. Caminhões, motos, vans, ônibus intermunicipais e outros (cavalos, charretes, bicicletas e romarias a pé) alcançam apenas 2,77%.

A participação de estados e regiões mais distantes de São Paulo é insignificante, o que confere uma característica sub-regional ao turismo de Aparecida. Não seria hora de começar a expandir as fronteiras e pensar em um aeroporto de médio porte para que a cidade pudesse ser incluída no circuito das localidades que praticam, ao menos, um turismo em nível nacional?

É bem verdade que são questionamentos que precisam ser sucedidos de estudos técnicos de viabilidade, mas ventilar possibilidades é um passo a ser dado.

25% dos turistas tem mais de 50 anos e...

A população de visitantes com mais de 50 anos atinge 25% do total. Será que a cidade se planeja para atendê-lo, assim como os demais visitantes integrados em outras faixas etárias? O turismo local considera a faixa etária como um elemento a considerar enquanto planeja suas ações? Afinal que ação real e concreta já foi adotada para que os turistas tenham atendimento de qualidade definido pelas necessidades etárias de seus turistas?

Outro intervalo de classe que merece atenção é aquele que reúne jovens entre 21 e 30 anos. São 21,5% do total dos entrevistados. Transportado para números absolutos, este percentual se traduz em cerca de dois milhões de pessoas por ano. Será que um empreendedor perspicaz desprezaria estes dados?

Por seu lado, os jovens de 14 a 20 anos constam com “apenas” 10,71% do total. Será que o nicho de quase um milhão de turistas é algo a ser dispensado?

E as crianças não constantes da pesquisa? Quantas são? O que gostariam de encontrar durante sua permanência?
Perguntas... perguntas... perguntas... diria Shakespeare.

Realmente, as perguntas colocam incômodas situações a provocar transformações. Certamente é confortável estar de posse das respostas, mas são as indagações que nos movem, nos põe a procura, nos fazem evoluir em todos os sentidos.

Interessados em colher informações orientadoras aos setores de hospedagem, alimentação e comércio, o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Aparecida e Região (SINHORES) e a Associação Comercial e Industrial de Aparecida (ACIA) contrataram uma empresa especializada em pesquisa de opinião para coletar dados que permitam definir o perfil do turista que recorrentemente visita a cidade de Aparecida e alimenta a economia local.
Ademais, sem sombra de dúvida, os resultados também são úteis a todos aqueles que, direta ou indiretamente, tem suas atividades ligadas à cidade: poder público, grandes e pequenos fornecedores, investidores e empresários, setores de mídia, pesquisadores e instituições de pesquisa, dentre outros.

Os dados foram coletados através de entrevistas com respostas espontâneas, ou seja, foram propostas questões abertas aos entrevistados que tiveram a liberdade de expressar suas opiniões. Tais opiniões geraram as categorias que permitiram classificar e tabular as informações.

A investigação pode ser ramificada em três classes:

  • dados referentes ao turista em si (sexo, idade, grau de escolaridade, número de pessoas na família, renda mensal familiar, entre outras);
  • dados referentes à origem e locomoção do turista (cidade e estado de origem, meio de locomoção utilizado, freqüência de visitas no ano etc);
  • e, por último, o grau de satisfação do visitante no que tange à estrutura existente e à qualidade dos serviços prestados (avaliação dos serviços, condições de estadia, qualidade na área de alimentação etc.).

O objetivo fundamental deste levantamento é o de permitir, à vista dos dados organizados, que pessoas e organizações ligadas a Aparecida desenvolvam-se focadas no aperfeiçoamento da qualidade de atendimento, via estrutura e serviços.

Sob coordenação de Ana Paula Ferreira, foram aplicados 723 questionários durante os meses de novembro e dezembro de 2009. A área delimitada para a pesquisa compreendeu apenas o espaço urbano de utilização turística da cidade. As opiniões referem-se exclusivamente à cidade de Aparecida, não envolvendo a área sob administração do Santuário Nacional. Sumariado em quase sessenta páginas, o trabalho de pesquisa reuniu, em várias tabelas, o conjunto das informações obtidas. Destas, algumas foram selecionadas para conhecimento do leitor.

Quem conhece... volta... mas...

Um fato interessante a ser observado é que, em geral, dos turistas entrevistados, apenas 14,36% estavam na cidade pela primeira vez. Em geral, quem já visitou Aparecida torna a visitá-la. Mas com que freqüência? Exatamente aí está o núcleo da reflexão, pois 35,24% dos turistas, segundo a pesquisa, já visitaram Aparecida dez ou mais vezes, e os restantes 64,76% estiveram em Aparecida de uma a nove vezes. A quantidade de entrevistados que informaram ter visitado a cidade até 3 vezes atinge 39,42%.
Estes percentuais são preocupantes se considerarmos dois informes complementares:

  • A grande maioria dos visitantes (60,7%) é oriunda do estado de São Paulo. Respectivamente são 48,7% do interior e 12% da capital paulista. Isso quer dizer que a distância não é o obstáculo ao retorno;
  • Um número ainda maior de visitantes (81,28%) tem idade superior a 25 anos, ou seja, a população adulta predomina massivamente sobre a população jovem, o que justificaria uma possível elevada rotatividade da população que visita, anualmente, a cidade.

Grosso modo, concluindo: se os visitantes que chegam a Aparecida provêm, em sua maioria, do próprio estado e são adultos, supondo como inerente à condição de adulto, também ser trabalhador e, em virtude da idade, ter tido a oportunidade de, anteriormente, visitar a cidade, a distância e a idade não se constituiriam em obstáculos à visita, o que faz pensar sobre as verdadeiras razões explicativas para o fenômeno. Em outras palavras, é possível dizer que a alta rotatividade dos visitantes tem como causa a ausência de opções com poder de atração?  

Note-se que menos de um quinto dos pesquisados (19,32%) disseram ter visitado a cidade vinte vezes ou mais. Seria possível aumentar o numerador desta fração?

 
 


Zezão Concretagem
Aparecida | SP
Tel.: (12) 3105.2812
São José dos Campos
Tel.: (12) 3936-2005
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