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Nº 34 | Julho/ agosto de 2010
da Redação

Quatro escolas da região estão entre as piores do Estado de São Paulo | da Redação

Todavia, quando se volta a análise para as séries finais do ensino fundamental, percebe-se uma sensível queda na nota geral entre as escolas melhor classificadas e a presença de uma escola de São José dos Campos.

Dentre as onze escolas relacionadas como as de melhor desempenho, as notas médias variaram entre 6,2 e 6,7, sendo que a Escola Municipal Mercedes Carnevalli Klein registrou nota final idêntica à Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo: 6,2.

A mesma felicidade não teve a Escola Estadual Jacques Félix da cidade de Taubaté. Sua nota no IDEB 2009 foi 2,2, o que a coloca, ao lado de uma escola de Matão-SP, como a instituição de pior desempenho em todo o Estado de São Paulo, neste nível de ensino.

É bem verdade que estas notas não podem ser absolutizadas e não necessariamente mostram a inexistência de competência, compromisso ou proposta educacional da escola.

É apenas um retrato momentâneo de desempenho vinculado ao domínio de determinados saberes eleitos como básicos e válidos. Também é fato que as escolas ressentem-se de projetos educacionais consistentes a determinar a coerência das ações didático-pedagógicas.

De qualquer modo, os resultados apresentados suscitam questionamentos das mais diversas ordens: Por que escolas públicas apresentam desempenhos tão díspares? Por que determinadas escolas não conseguem romper as barreiras que impedem o seu desenvolvimento? Por que certas escolas veem cair seus resultados quando há troca de mantenedora (mudança do Estado para o Município, no caso de São Paulo)?

Algumas respostas são evidentes. Outras ainda exigem que perscrutemos a realidade em busca dos esclarecimentos necessários para entender de que maneira uma gestão competente de profissionais valorizados impacta a qualidade dos serviços educacionais oferecidos à população.

Se a qualidade é baixa, a responsabilidade é maior para os gestores que tem em mãos o poder de formular políticas e definir ações.

Recentemente foram divulgados os resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) referentes a qualidade da educação básica no país e no estado de São Paulo. O ano-base considerado foi 2009.

Tais indicadores educacionais são obtidos a partir de avaliação de desempenho dos alunos das redes pública e privada de ensino e alcançam estudantes em três níveis da Educação Básica: anos iniciais do Ensino Fundamental (1a a 4a séries), séries finais do Ensino Fundamental (5a a 8a séries) e Ensino Médio.

Os resultados apresentados, de um modo geral, não são nada alentadores mas, em especial, há escolas no Vale do Paraíba que ficaram bem aquém de um padrão aceitável de ensino, o que fez com que figurassem entre as escolas de pior desempenho no Estado de São Paulo.

Se comparadas com as escolas que ocupam o outro extremo da lista, os números são disparatados.

As escolas que ocupam as dez melhores colocações do Estado, nas séries iniciais do Ensino Fundamental não tiraram nota média inferior a 8,0 (oito), enquanto que as escolas posicionadas entre as dez de menor desempenho no IDEB não ultrapassaram a nota 3,3 em uma escala que vai de zero a 10,0.

A pequena cidade de Cajuru, na região de Ribeirão Preto, com pouco mais de 20.000 habitantes (Censo 2000) destacou-se no quadro geral de desempenho colocando seis entre as dez “melhores” escolas do maior estado da federação, incluindo a de maior nota.

Do lado oposto da lista, figurando entre as escolas com desempenho sofrível, são encontrados três estabelecimentos de ensino valeparaibanos: Escola Municipal Fazenda Burizal, de Tremembé, com nota 3,1, Escola Municipal Comendador Salgado, de Aparecida, com nota 3,2, e Escola Municipal José Diogo Bastos, de Cruzeiro, com nota 3,2.

Ou seja, das doze escolas relacionadas no final da classificação IDEB 2009, 25% são escolas da região.

Ressalte-se que, neste nível de ensino, nenhuma escola do Vale do Paraíba se coloca entre as de melhores índices do Estado.

 
 


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