Jornal O Lince
 
 
Nº 32 | Março/ abril de 2010
Meio-ambiente

Itatiaia - O primeiro parque Nacional do Brasil

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No primeiro pavimento encontram-se as exposições “Conhecendo o Parque” e “Montanhismo”, a Sala da Maquete e o Auditório Tom Jobim. Uma exposição de plantas e animais taxidermizados, remanescentes de antiga exposição, e uma exposição geológica mostram a riqueza da fauna e da flora da região além das informações geocientíficas que esclarecem a morfologia regional.

Os núcleos de Educação Ambiental e de Pesquisas estão situados no segundo andar.

O núcleo de Educação Ambiental prioriza formação de professores e alunos da rede escolar dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O Programa de Visitas Orientadas, com média anual de seis mil pessoas atendidas, é seu principal projeto. Desde 2007, o Curso de Multiplicadores em Educação Ambiental tem recebido especial atenção. Tal curso de formação está voltado para a preparação de educadores para a ação cotidiana na escola e compreende palestras e experiências práticas.

Por seu lado, o Núcleo de Pesquisas, com licença do IBAMA e da Chefia do Parque, autoridade 15 instituições a realizarem estudos, em sua maioria, sobre a flora do Itatiaia. As pesquisas incluem revisões taxonômicas, biogeografia de interações entre espécies, diversidade vegetal e etnobotânica. Em menor número estão os estudos sobre a fauna que incluem o sapo flamenguinho (Melanophyniscus moreirae), espécie endêmica, ou seja, existente apenas na região do parque, comunidades de aves e conservação dos muriquis ou mono-carvoeiros (maior primata das Américas). Há ainda estudos sobre gestão ambiental, questão atmosférica etc.

Também no Centro de Visitantes está um confortável auditório com capacidade para acomodação de 64 pessoas sentadas. O espaço é utilizado para atendimento às escolas e grupos agendados, palestras, encontros, cursos e apresentações de musicais e projetos de pesquisa.

Na parte externa do Centro de Visitantes pode ser encontrada a Calçada da Fauna, uma alusão a Calçada da Fama que traz as pegadas de animais.

É no maciço do Itatiaia, que em tupi-guarani significa “penhasco cheio de pontas”, que são encontrados o Pico das Agulhas Negras (com 2.792,66 metros), ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, as Prateleiras, uma formação rochosa muito procurada por montanhistas e alpinistas durante todo o ano, e a paradisíaca cachoeira “Véu da Noiva”, uma queda d’água de aproximadamente 40 metros e uma beleza de tirar o fôlego.

Muito embora o parque de Itatiaia tenha criação tardia se comparado aos países desenvolvidos (o primeiro parque nacional do mundo, Yellowstone, foi criado em março de 1872), ele representou o primeiro e significativo passo para a afirmação da importância de áreas de preservação para a pesquisa, o turismo, a educação e, sobretudo, a conservação estratégica de paisagens naturais degradadas ao longo de uma história de usurpação inconsequente do patrimônio ambiental brasileiro.

Adquiridas em 1908, pelo governo federal e durante a presidência de Afonso Pena, as terras do Senhor Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, seriam destinadas à criação de dois núcleos coloniais que jamais chegaram a ser implantados.

Cerca de vinte anos depois (1929), a área transferida para a responsabilidade do Ministério da Agricultura, tornou-se uma Estação Biológica subordinada ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A idéia de um Parque Nacional era acalentada desde 1913, quando José Umbmayer conferenciou em sua defesa junto a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. A idéia logo contou com o apoio de Derby Lofgren e do Barão Homem de Melo.

Em 14 de junho de 1937, Getúlio Vargas assina o Decreto Federal n. 1.713 criando o Parque Nacional de Itatiaia, abrangendo uma área de 11,943 hectares (quase 120 milhões de metros quadrados) distribuída em três estados da federação: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em suas considerações, o decreto apresenta como motivos que justificam a criação do parque:

  1. A existência de nascentes que alimentam numerosos córregos que deságuam nos rios Aiuruoca, Campo Belo e Preto;
  2. A presença de uma flora totalmente diversa de outras encontradas em regiões montanhosas do Brasil e mesmo em outros contrafortes da Serra da Mantiqueira;
  3. A necessidade de conservação perpétua da região em seu aspecto primitivo para que possa atender às necessidades de ordem científica;
  4. O potencial turístico da região naturalmente preservada;
  5. A grande economia aos cofres públicos representada pelo aproveitamento das benfeitorias e do pessoal técnico especializado existentes na Estação Biológica;
  6. O parecer favorável do Conselho Florestal Federal.

Dentre as razões expostas, três permanecem como objetivos do Parque: preservação ambiental, estudos científicos e exploração turística. Ademais, pode-se acrescentar um quarto propósito: a educação ambiental.

Outrossim, ao longo de seus mais de 70 anos de existência, o primeiro parque nacional brasileiro convive com os problemas que exasperam ambientalistas e responsáveis pelas Unidades de Conservação em todo o Brasil: extração ilegal de madeira, palmiteiros, caçadores, construções ilegais e deterioração das próprias instalações.
Em busca de alternativas, o Parque Nacional de Itatiaia lançou, em 2007 (ano septuagenário), com a chancela do Ministério do Meio Ambiente, um projeto de revitalização visando transformar-se num modelo de organização e gestão para os demais parques do país.

Tal projeto compreende um conjunto de obras que visam a recuperação de vias de acesso, trilhas, sede e centro de visitantes, instalação de dutos subterrâneos para a passagem de fiação elétrica e telefônica, melhoria da sinalização e regularização fundiária.

Em um prédio composto por três pavilhões e três pavimentos, construção da primeira metade do século XX, funciona o Centro de Visitantes Prof. Wanderbilt Duarte de Barros, um dos espaços que passam por reforma e reestruturação. Nele se podem ver alguns resultados do que a combinação de investimentos públicos e privados podem fazer em curto prazo. Importante ressaltar que os investimentos públicos, em significativa parcela, são provenientes das compensações ambientais (Lei n. 9.985/2000) pagas por empresas que de alguma maneira impactam o ambiente.

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