O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Nº 29 | Setembro/Outubro de 2009
Drops
José Bonifácio de Andrada e Silva

O luxo custa mais do que vale; empobrece a muitos para enriquecer a poucos, sacrifica mil vidas para dar poucos prazeres e os que mais se lhe entregam acabam no fastio e indiferença.

A antiguidade primeva reconhecia dois princípios: um inativo e outro ativo, mas parece que há princípio ativo sem consciência e com ela; assim no corpo circula o sangue, sem que nós o sintamos.

Basta influir nas eleições e ter à sua disposição jornais bem escritos no gosto popular para governar sólida e energicamente.

No estado presente do Brasil, em que os partidos se aborrecem e cabalam, na desordem das Finanças, o Ministério e o Conselho de Estado precisam muito de ter grande pulso, muito tino e circunspecção, conhecimentos vastos e fundados de governo político, e sobretudo estima e reputação pública. Só esta combinação de elementos bem reunidos é que pode curar pouco a pouco as chagas do Estado – nada de basófia e orgulho, porém modéstia, franqueza e boa-fé. E tem os nossos homens públicos estas qualidades? Tem sido esta a marcha do governo do Brasil?

Se pequei, foi por muita doçura e segurança de caráter.

Os padres e os grandes cometem diariamente crimes, e nunca se arrependem.

Qual é a religião que temos, apesar da beleza e santidade do Evangelho, que dizemos seguir? A nossa religião é pela maior parte um sistema de superstições e de abusos anti-sociais; o nosso clero, em muita parte ignorante e corrompido é o primeiro que se serve de escravos e os acumula para enriquecer pelo comércio e pela agricultura, e para formar, muitas vezes, das desgraçadas escravas, um harém turco.

Quanto custa conciliar paixões opostas, vencer obstinados e preocupados, instruir ignorantes, desmascarar hipócritas, ameigar altanados e escapar aos golpes das intrigas e das cabalas?

Não esbanjemos muito para gozar de pouco, nem gastemos em um dia o que basta para sustentar nossos concidadãos por muitos anos.

É preciso sacrificar-se para o bem do Brasil, e tu não verás este bem; os campos estarão cheios de sementeiras e de flores; e tu não as gozarás. A esposa, que amavas, te consolará com esperanças de melhor futuro; mas tu já não existes, foste vítima de malvados. Ela chorará sobre teu cadáver, mas suas lágrimas ardentes se ensoparão na terra fria do teu sepulcro sem que aqueçam teu coração. Ah, como o engenho, o patriotismo e a virtude se secam e mirram nestas considerações! Mas vivamos hoje, se no-lo permitem; e não lutemos contra o destino. O indivíduo é nada, a espécie é tudo.

Quem se prepara para tudo o que pode suceder, nada o espanta.

De quem não sabe amar ou aborrecer, ninguém tem que esperar ou temer.

Entre as nações chamadas cultas ou civilizadas, o homem, para viver, deve ser ou perverso, ou tolo, ou louco.

Se a pedra cai e mata, quando a largam, não é ela a má porque cai, mas quem a deixa cair.

Assim tudo é ligado na imensa cadeia do Universo; e os bárbaros que cortam e quebram seus elos pecam contra Deus e a natureza, e são os próprios autores de seus males.


(Clique na imagem para ampliar)

Falsidade e dissimulação fazem o caráter geral dos brasileiros – curiosos e inquietos, mas não ativos, nem aplicados.

Muito mal causa aos meus interesses não poder fingir que desprezo quem não estimo.

Liberdade, verdade e pobreza são quase sempre companheiras inseparáveis.

Quando o espírito mercantil predomina, quando se avalia cada ação como cada mercancia, vendem-se os talentos e as virtudes: todos são mercadores; e ninguém é homem.

Para fazer fortuna neste mundo é preciso ser velhaco e parecer tolo.

Bom vinho, bom café e bons licores são tão úteis para o corpo como a boa filosofia para a alma.

A vaidade da vossa sabedoria é pior que os furores de suas paixões naturais.

Os tolos têm às vezes tanto gosto em serem enganados como os velhacos em os enganarem.

O déspota, porque não pode ser amado, quer ser temido. Oprime para mostrar que pode.

Os que não têm medo comandam os que têm.

O clero, quando não pode ser amo, é escravo dos reis.

No Brasil a virtude, quando existe, é heróica, porque tem que lutar com a opinião e o governo.

Ninguém melhor para descobrir um ladrão que outro ladrão.

O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os jornais de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si.

Um grande poeta não pode ser ateu ou indiferentista.



Zezão Concretagem
Aparecida | SP
Tel.: (12) 3105.2812
São José dos Campos
Tel.: (12) 3936-2005
zezaoconcretagem@uol.
com.br


Princesa do Vale Hotel
Rua Domingos Garcia, 30
Centro | Aparecida, SP
Tel.: (12) 3105.6674

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Colégio do Carmo
Praça Joaquim Vilela, 360
Guaratinguetá/SP
Tel.: (12) 3132.1722
www.colegiodocarmo.com.br

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Posto Arco-Íris
Rodovia Presidente Dutra, Km 75 - Sentio Rio/ SP
Aparecida/SP
  © 2007 - 2011 Jornal O Lince, tem o que ler  | Tel.: (12) 9138 5576 | redacao@jornalolince.com.br
  Rua Alfredo Penido, 101, Jardim São Paulo | Aparecida, SP | CEP 12570-000

  Flash Player  Flash Player