Ano 3 | Nº 27 | Maio/junho de 2009
Grafias
Valeparaibanos nas Academias Literárias - 4 | Alexandre Marcos Lourenço Barbosa
José Geraldo Nogueira Moutinho
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José Geraldo Nogueira Moutinho é natural de Pindamonhangaba, SP. Nascido em 07/12/1933, seus pais eram Antonio Alves Moutinho e Maria da Glória Nogueira Moutinho.

Na Universidade de São Paulo fez seus estudos superiores. Mais tarde, em 1961, torna-se crítico literário da Folha de São Paulo, jornal em que manteve por anos uma coluna voltada aos autores e livros nacionais e estrangeiros.

Na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo atuou como Secretário Executivo do Conselho Estadual de Cultura, Coordenador do Patrimônio Cultural, Secretário Executivo do Condephaat e Diretor do Museu de Artes Plásticas.

Foi o primeiro vice-presidente do Sindicato dos Escritores de São Paulo.

Do governo francês recebeu o título de Chevallier dés arts et lettres (Cavaleiro das Artes e das Letras) em 1971.
Eleito, em 15 de setembro de 1977, para ocupar a cadeira n. 13 da Academia Paulista de Letras, cujo patrono é Alexandre de Gusmão, Nogueira Moutinho foi recebido, no dia 10 de maio do ano seguinte, pelo lorenense Péricles Eugênio da Silva Ramos.

O acadêmico Francisco de Assis Barbosa a ele se referiu como “o mais completo analista de textos da imprensa brasileira”.

Faleceu em 1991.

Obras publicadas: A procura do número (1967), Exercitia – poemas (1970), A fonte e a forma (1977).

Ruth Guimarães Botelho
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Ruth Guimarães Botelho nasceu a 13 de junho de 1920 na tranqüila Cachoeira Paulista, SP. Seus primeiros poemas, escritos durante a infância, foram publicados nos jornais locais “A região” e “A Notícia”. Depois de cursar as primeiras letras em sua terra natal e concluir a Escola Normal, em Guaratinguetá, rumou para São Paulo e, em 1938, ingressou no curso de Letras Clássicas da USP onde seria aluna de mestres como Silveira Bueno e Roger Bastide.

Iniciada por Mário de Andrade nos estudos de folclore e literatura popular, lançou seu primeiro livro, um romance, em 1946. Nele busca retratar o universo rural do típico homem valeparaibano: o caipira. Um sucesso de público e de crítica que lhe permitiu o segundo livro (Filhos do Medo) em virtude do qual o se tornaria a única escritora latinoamericana a ter o nome posto como verbete na Enciclopedie Française de la Plêiade.

Lecionou em vários colégios e faculdades do Vale do Paraíba e de São Paulo, e foi fundadora da Academia Cachoeirense de Letras e do Museu de Folclore Valdomiro Silveira. É membro do Instituto de Estudos Valeparaibanos e da União Brasileira de Escritores.

Como tradutora e revisora trabalhou em várias editoras do país. Como cronista e crítica literária colaborou em jornais como Correio Paulistano, Gazeta, Diário de São Paulo, Folha da Manhã, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. Atualmente escreve às quartas-feiras para o jornal O Valeparaibano.

Obras publicadas:Água Funda (1946), Os Filhos do Medo (1950), Mulheres Célebres (1960), As Mães na Lenda e na História (1960), Líderes Religiosos (1961), Lendas e Fábulas do Brasil (1972), Dicionário de Mitologia Grega (1972), O Mundo Caboclo de Valdomiro Silveira (1974), Grandes Enigmas da História (1975), Medicina Mágica: as simpatias (1986), Crônicas Valeparaibanas (1992), Contos de Cidadezinha (1996), Calidoscópio – A Saga de Pedro Malazarte (2006), Histórias de Onça (2008), Histórias de Jabuti (2008).

Gabriel Benedito Isaac Chalita
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Gabriel Benedito Isaac Chalita é mais um cachoeirense presente na Academia Paulista de Letras, onde ocupa, desde 2006, a cadeira n. 5. Nascido em 30 de abril de 1969.

Graduado em Filosofia e em Direito, Mestre em Ciências Sociais e em Direito, e Doutor em Comunicação Social e em Direito, é professor titular da PUC-SP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Seu início na literatura, assim como na política, foi precoce. Aos 12 anos escreveu seu primeiro livro e aos 19 se elegeu vereador em sua cidade natal.

Membro da União Brasileira de Escritores, Gabriel Chalita é autor de mais de 40 livros que vão de textos para crianças e biografias às obras nos campos do Direito, da Filosofia e da Educação.

Foi Secretário Estadual da Educação (2002-2006) durante a gestão de Geraldo Alckmin e presidente do CONSED (Conselho Nacional de Secretários de Educação). Em março de 2009 foi eleito unanimemente para ocupar a cadeira 34 da Academia Brasileira de Educação, instituição que lhe concedeu, em 2004, o Prêmio de Educador do Ano.

Obras publicadas: Educação: a solução está no afeto (2001), Os dez mandamentos da Ética (2003), A Ética do Rei Menino (2005), Pedagogia do Amor (2004), Educar em oração (2005), Carta aberta para minha mãe (2006), O livro dos amores (2006), O livro dos sonhos (2006), O livro do Sol (2006), Estações (2006), O sol depois da chuva (2007), Mulheres de Água (2007), Eu acredito em milagres: a história de Padre Jonas Abib (2008), O último pingüim feliz (2008), A revolta dos pequenos (2008), O segredo das quatro letras (2008), Pedagogia da amizade – bullying: o sofrimento das vítimas e dos agressores (2008).

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Legenda
  1. Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo, José Luis de Almeida Nogueira, Antonio Dino da Costa Bueno, Valdomiro Silveira
  2. José Renato (Bento) Monteiro Lobato, Plínio Salgado, Cassiano Ricardo Leite, José Augusto César Salgado
  3. Carlos de Andrade Rizzini, Miguel Reale, Francisco de Assis Barbosa, Péricles Eugênio da Silva Ramos
  4. José Geraldo Nogueira Moutinho, Ruth Guimarães Botelho, Gabriel Benedito Isaac Chalita
Restaurante Paineira Drogaria Aparecida
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