No dia em que a cidade de São Paulo completava 374 anos de fundação, nascia Celina Maria Taques Bittencourt Nepomuceno, na pequena Guaratinguetá. Nos idos de 1928, a filha de Pedro Alvim Taques Bittencourt e de Maria da Conceição Santos Bittencourt viria ao mundo para tornar-se bacharel em ciências contábeis, mas especialmente escritora , poeta e pintora. Em 1951, aos 23 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro onde reside até hoje. Ali estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1969-1971) e participou do Salão Nacional de Belas Artes (1971). Desde então, participou de inúmeros salões em todo o Brasil e fez várias exposições individuais e coletivas. Na Espanha, em Palma de Mallorca, fez curso de “Pintura Espanhola”.
Tem poemas publicados em jornais de Guaratinguetá (“O Garça”, “Jornal de Guaratinguetá” e “O Eco”), de Taubaté (“Voz do Vale do Paraíba”), de Lorena (“A Cidade”) e São José dos Campos (“O Valeparaibano”). Mas o alcance de sua literatura se estende a outras regiões brasileiras através de jornais mineiros (“Estado de Minas”, “Jornal de Minas”, “Folha de Minas”, “O Diário” e o ubaense “Folha do Povo”) e fluminenses (“Tribuna da Imprensa”, “Jornal do Comércio”, “O Fluminense”, “Jornal do Brasil”, “A voz dos municípios fluminenses” e “Pulso”). Também escreveu para o “Conclave”, jornal de Anápolis-GO, o “Jornal de Alagoas”, para a Folha Literária do Jornal de Brasília e para o “El Íris”, de Montevidéu.
Como escritora, recebeu o prêmio de viagem à Europa pelo concurso “Como ganhar a Espanha em poucas linhas”, patrocinado pelo Jornal do Brasil, e o prêmio “Os cem melhores livros do século”, da Academia de Letras de Pelotas-RS, pelo livro “Cada tempo um sentimento”.
Celina Bittencourt pertence à Academia Brasileira de Escritores e a mais de uma dezena de entidades representativas no campo das artes, da literatura e da história, incluindo “The International Academy of Letters of England”, sediada em Londres.
A poetisa já participou das antologias “Poetas de Guaratinguetá” (José Luiz Pasin, 1973), “Anuário de Poetas do Brasil” (Aparício Fernandes, 1977, 1978 e 1979), e “A nova poesia brasileira” (Shogun Editora), além de publicar os livros “Beira Sombra” (1976), “Verde Verdade” (1981), com prefácio de Rachel de Queiroz, e “Cada tempo um sentimento” (1999), com apresentação de Luís da Câmara Cascudo.
Aos 81 anos, esta guaratinguetaense com alma de poeta dispõe de nove inéditos livros a espera de publicação. Um deles, “Cantigas da Juventude”, escrito em 1948. Parte dos demais pode ser encontrada no virtual Espaço de Celina (http://celinabittencourt.spaces.live.com/).
“Celina Bittencourt Nepomuceno [...] é artista bem dotada e nobremente consciente de suas virtualidades.
Depois de observar e analisar os motivos que afetam sua sensibilidade, transforma-os em imagens com tranqüila segurança, dando-lhes um toque de ponderação.
Procura correspondência entre os matizes da vida interior e as variantes do mundo visível. E é quase sempre da contemplação da natureza que lhe vem a graça com que restaura sentimentos e intuições, em harmoniosas sínteses poéticas.” (Henriqueta Lisboa. No livro Beira Sombra, Editora Artenova,1976)
“... Há uma busca incessante, através do poema, para alcançar o verdadeiro caminho humano”. (Luís Edson Fachin, Curitiba)
“... Posso compará-la aos grandes nomes da poesia nacional. Em cada poema seu se depara com um novo mundo expressivo, digno de receber uma láurea”. (Luís Fernandes da Silva, João Pessoa)
“... Poesia vivida, vivência transmitida, transmissão tensa e realizada com sensibilidade”. (Eno Teodoro Wanke, Rio de Janeiro)
“... O tempo conta a existência dos lírios, e eis que nasce mais um agora mesmo, brotando na minha leitura!... Foi como um lírio do vale que eu achasse de repente, tão silencioso, tão puro, ao pé de mim! Celina – o coração plantado na memória das raízes, florindo ruas, e casas e paredes! À sombra dos seus telhados, é bom esperar as ‘primeiras manhãs’...” (Semiramis Vieira de Moraes, Casa do Poeta Brasileiro, Santos/SP)
“... Celina, quem te confiou o condão miraculoso e límpido, lógico e natural como os milagres realizados?... Cada nova leitura o poema transfigura-se nos horizontes do Entendimento. Grande livro “além dos sentidos do corpo, na ilimitação da forma”. (Luís da Câmara Cascudo, Natal)
“Angustiada voz nova e poderosa que vem dos confins do Tempo, com sua poesia contida e quase ritual”. (Lúcia Machado de Almeida, Estado de Minas)
“Sua poesia é carícia e mensagem, comove e conforta. Seu estilo é agradável e musical, provando que a Poesia na sua vida não é um acidente ou um artifício, mas sim uma missão a cumprir”. (Aparício Fernandes, Rio de Janeiro)
“Celina atinge aquele ponto onde a poesia aflora com um respirar humano”. (Euclides Marques Andrade, Estado de Minas)Supermercado Santa Cabeça Rua Benedito Macedo, 301 Ponte Alta Aparecida, SP Tel.: (12) 3105-2058 |