Data: onze de julho de dois mil e nove. Local: Maracanã. Missão: Infiltrar no camarim e pegar uma flor do Rei Roberto Carlos. Agente designada para a missão: Dona Rosa.
– É isso aí. Eu sou a Dona Rosa, e aquela missão foi uma das mais emocionantes da minha vida. Tam, tam, tam, tam, tam, tam... Chega! Tirem essa música daí. Aliás, ela nem combina com minha missão. Por favor, coloquem uma música do Rei. Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo... Melhorou. Agora se eu puder continuar meu relato...
Primeira parte da missão: Entrar no estádio.
– Esta foi fácil! Quando vi o pessoal de uma excursão entrando, coloquei rapidamente (nem tão rapidamente porque eu não sou tão mais mocinha, se é que vocês me entendem!) o meu disfarce e entrei junto com eles. Como os ingressos estavam esgotados, e eu não tinha ingresso, entrei correndo e fiquei no meio da multidão para despistar os guardas.
Segunda parte da missão: Entrar no camarim.
– Nesta parte da missão, tive que ser muito cautelosa. Foi preciso me esconder numa lixeira para ninguém me ver. O pior não foi isto. O pior foi que tinham jogado milk-shake lá dentro! Eca! O Rei passou por mim (até pensei em pedir um autógrafo, mas latas de lixo não saem por aí falando com um astro da música) e foi para o palco. Saí daquele lugar horrível e nojento, me limpei e continuei a missão. Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo... – O Rei está cantando! Tenho que ir lá... Não! Embora eu queira muito, tenho que cumprir minha missão. Peguei um litro d’água e coloquei do lado do rapaz que estava vigiando a camarim.
Como eu sabia que ele estava com sede, em poucos minutos, a garrafa ficou vazia. A água matou sua sede, mas lhe deu uma grande vontade de ir ao banheiro. E lá foi ele... era a minha chance. Tinha tempo suficiente para cumprir a terceira parte da missão...
Terceira parte da missão: Pegar uma rosa do Rei.
– Missão praticamente concluída. Estava tão emocionada que... Desmaiei. A minha sorte foi que não tinha ninguém ouvindo, se não o barulho ia me entregar. Acordei quase na metade do show. Precisava ser rápida. Aquele rapaz já estava de volta, e a única saída era uma janela. Peguei uma rosa e... Ai! Ela estava com espinhos. As rosas sem espinhos estavam no palco. Lembrei-me da missão, esqueci da dor e saí rapidinho antes que desejassem ver o que estava acontecendo. Saí pela janela e caí sentada na calçada.
Missão Concluída (apesar de eu estar com uma baita dor).
Tinha pegado a rosa e sem querer (Mentira! Eu queria sim) peguei um lenço do Rei. Como Roberto Carlos diz em sua música: Eu desmaiei e eu caí, mas o importante é que emoções eu vivi!!!!!!!!!!
Sofia Helena Arneiro Lourenço Barbosa,
tem 10 anos e gosta de escrever histórias
sofiahbarbosa@jornalolince.com.br
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