Meu poema narcisista
recolhe, no entanto,
as dores dos caminhos
sofre pelo soldado que tomba
o peito aberto em púrpura rosa
o sangue a jorrar em solo alheio
chora meu verso
pela Mãe-África
de filhos degenerados
que gritam em mim
treme meu poema
nas linhas que não alimentam
os famintos de pão
minha poesia narcisista
soluça em cada leito enfermo
enrouquece o canto
doendo no desencontro
dos excluídos do amor
e se cobre de cinzas
a cada surdo amanhecer
com pássaros mortos
e sol de luto.
Porque o mundo sou eu.
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