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Ano 3 | Nº 28 | Julho/agosto de 2009
Educação
Igreja e escola no processo de modernização de Aparecida (1893-1928) | César A. Eugênio*
   O presente trabalho visa apresentar os debates inscritos na Dissertação de Mestrado sob este mesmo título. Trata-se de um esforço em oferecer ao leitor uma visão sobre esta pesquisa na qual tentamos mostrar os modos pelos quais se deram as relações entre a Igreja Católica e a Escola em Aparecida e de que maneira esta combinação de forças participou do processo de modernização da cidade.

É uma pesquisa na qual vasculhamos diversos arquivos, de administração laica e religiosa, no objetivo de coletar informações que nos propiciasse o cruzamento dos olhares em torno do tema supra mencionado. É neste intuito que visitamos: Museu Frei Galvão, Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida, Arquivos da Escola Municipal Professor Chagas Pereira (primeiro grupo escolar do distrito), Arquivo do Estado de São Paulo.

O recorte histórico refere-se, de um lado, à elevação da Capela de Nossa Senhora Aparecida à categoria de Episcopal Santuário, em 1893 quando o distrito passa ter seu próprio capelão se tornando independente da paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. De outro lado, 1928, é o ano que marcou a emancipação política deste distrito, quando se tornou, definitivamente, independente de Guaratinguetá, cidade bem mais antiga, fundada no início século XVII.

Uma fonte largamente utilizada na pesquisa fora o jornal Santuário de Aparecida. É um periódico veiculado até hoje, de publicação semanal, fundado no ano de 1900 pelos padres da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos como missionários redentoristas, que se instalaram em Aparecida no ano de 1894 a convite de Dom Arcoverde, arcebispo de São Paulo. Este jornal não se conteve em demonstrar suas preferências políticas, bem como, sua postura crítica em relação ao que considerava desleixo da política guaratinguetaense no tocante aos cuidados que julgava ser de obrigação deste município ao qual Aparecida se submetia. Pelas críticas registradas sinalizou, a nosso ver, conflitos e disputas entre essas duas localidades. Além do mais, fora o mais importante veículo de comunicação dos redentoristas não somente em Aparecida, mas em todo o Brasil. Fora utilizado para anunciarem suas festas, suas datas comemorativas e seus valores, sua estrutura e hierarquia de modo a serem vistos e tidos como modelos a serem seguidos.


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Maria Inez Galvão de Castro (Castro Fortes)
Primeira formanda do Novo Grupo Escolar de Aparecida

Nascida em 18/06/1914, Dona Maria Inez foi aluna das professoras Nenê Pires do Rio e Paulina Cardoso, época em que era diretor o professor Oscar Augusto Guelli. Do alto de seus 95 anos, conta que naquele tempo as crianças iam à escola, aprendiam a ler e logo a abandonavam; as salas tinham reduzido número de alunos; meninos e meninas, separados, estudavam em períodos distintos: meninos de manhã e meninas à tarde; uniforme escolar não era exigido e merenda tinha que se levar de casa. Em razão da elevada evasão escolar, Maria Inez foi a única aluna a se formar na primeira turma a estudar no novo prédio doGrupo Escolar de Aparecida.


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Diretora de Escola aposentada, D. Maria Inez lembra-se do antigo prédio das Escolas Reunidas no lado esquerdo da rua Monte Carmelo: uma casa de esquina, grande e com amplo quintal.

*César Augusto Eugênio é mestre em Educação (USF) e professor de História da Educação (UNITAU).


Para ler o texto completo, baixe a versão em pdf clicando na imagem abaixo.

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