Ano 2 | Nº 21 | Setembro de 2008
Saúde
A dança dos hormônios | Sílvia Maria de Carvalho Farias
Durante todo o ciclo vital pelo qual passamos, desde a concepção até o findar dos nossos dias, os hormônios estão presentes em nosso organismo.
Eles compõem uma orquestra bem-sincronizada, comandada pelas glândulas endócrinas. Essas glândulas secretam hormônios para o sangue circulante, que por sua vez inicia uma espécie de dança, atuando sobre células-alvo em muitos pontos do nosso corpo. Existem seis glândulas endócrinas muito importantes e várias outras de menor importância. A delas é a hipófise, uma glândula bem pequenina que exerce uma função vital em nossa vida, tanto que é conhecida como glândula-mestra.
O corpo humano é controlado por dois sistemas muito eficientes: o nervoso e o endócrino, e a nossa pequenina glândula-mestra funciona como uma ponte entre esses dois sistemas que são constituídos por duas metades: uma que contém tecido nervoso e a outra, tecido glandular.
Desde a nossa concepção, que é o encontro da célula da nossa mãe com a célula do nosso pai, os hormônios atuam de forma esplendorosa dentro do corpo materno, com uma perfeição que só a natureza divina pode proporcionar. É um corpo nutrindo, formando, dando vida a outro corpo. Nascemos, e os hormônios continuam trabalhando, fazendo-nos crescer.
Chegamos à puberdade, e os hormônios maturam nossas células. Com isso, tornamos-nos homens e mulheres capazes de nos reproduzirmos, de nos multiplicarmos, de gerarmos novas vidas, de sermos eternos.
E assim encontramos, com a maturidade, a sabedoria da experiência vivenciada dia a dia. Olhamo-nos no espelho e vemos as marcas de expressão dos nossos sonhos, dos nossos fracassos. É o sistema endócrino promovendo alterações em sua dança, a música se torna lenta, como se fosse uma valsa acompanhando o cair da tarde, esperando o início da noite.
O findar dos nossos dias deve ser bem-programado para que possamos ter uma velhice bem-sucedida. É fundamental participarmos de algum projeto para a melhor idade, ouvir Roberto Carlos, dançar forró e valsas, muitas valsas, de preferência acompanhados da pessoa que amamos, que nos fez e nos faz feliz.
Sílvia Maria de Carvalho Farias graduanda de Enfermagem da Fatea/Lorena e funcionária do hospital Unimed de Lorena
E-mail:
silviamcfarias@gmail.com