Ano 2 | Nº 23 | Novembro de 2008
Saúde
Teste do pezinho: uma picada de carinho, um gesto de amor | Sílvia Maria de Carvalho Farias
Muitas são as doenças causadas por um erro no código genético. Esse erro provoca distúrbios em nossa formação física e mental. Robert Guthrie, cientista americano, também vivenciou esse drama com o nascimento de seu filho, acometido de deficiência mental. Pesquisador e microbiólogo, Guthrie dedicou doze anos de sua carreira à pesquisa na área das neoplasias, com o objetivo de descobrir uma estratégia para diagnosticar e tratar alguns erros do metabolismo. Criou, então, um método fácil de coleta para identificar algumas doenças que ficou nacionalmente conhecido como teste do pezinho.
Esse nome foi escolhido, pois a coleta do material a ser analisado é feita através de uma punção de sangue no calcanhar do recém-nascido.
Salvo algumas exceções, o bebê, quando nasce, tem a aparência completamente normal, saudável. Entretanto, após o recebimento de leite materno ou de qualquer outro tipo de leite e do término da reserva de hormônios que sua mãe lhe passou durante a gestação, o recém-nascido pode apresentar sinais e sintomas que alertem os pais de que alguma coisa não está indo bem com a saúde de seu rebento. Isso acontece quando há um prejuízo metabólico que se acumula no sistema nervoso central do bebê, causando um atraso global no seu desenvolvimento (físico e psíquico).
Por isso, a realização do teste do pezinho passa a ser um caso de saúde pública e de extrema importância para o futuro de nossas crianças e de nossa nação. Obrigatório por lei e confirmado no Estatuto da Criança e do Adolescente, é simples de ser feito, gratuito, e as doenças detectadas são tratáveis a tempo de não provocarem nenhuma lesão à criança.
Vale a pena salientar que o recém-nascido não aparenta quaisquer sinais ou sintomas de doenças nos primeiros dias de sua vida. Os pais só notarão alguma coisa diferente na criança depois que o cérebro já tiver sofrido lesão. Por isso é importante que o exame seja feito a partir das 48 horas de vida do bebê para que possa ser tratado se necessário.
Sílvia Maria de Carvalho Farias graduanda de Enfermagem da Fatea/Lorena e funcionária do hospital Unimed de Lorena
E-mail:
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