Sou Valeparaibano,
Onde nascem e deslizam as águas do Paraibuna e do Paraitinga.
Sou ribeirinho, sou da terra, dos montes e das serras.
Como os nativos, amante da natureza e de sua beleza.
Tenho a têmpera e a ousadia dos Bandeirantes,
A força e a persistência dos negros
E o amor à terra dos imigrantes.
Sou Valeparaibano,
Não tenho medo do trabalho, da foice e da enxada.
Convivo com as máquinas e nas estradas
Transporto homens e riquezas.
Cuido das lavouras e dos animais.
Estudo e trabalho nas escolas, nas Universidades,
No comércio, nas feiras, indústrias e empresas.
Sou trabalhador, empreendedor e consumidor.
Sou Valeparaibano,
Das ruas, das praças, avenidas, cidades e rodovias,
Das tropas, das frotas, das canoas e batelões,
Das fábricas de aviões, de automóveis, de eletrodomésticos.
Das cidades históricas, industriais, turísticas e religiosas.
Cidades de trabalho, lazer, cultura e oração.
Sou Valeparaibano,
Das fontes das águas e das matas tiro força.
Gosto de ouvir seus murmúrios, cantar com as aves,
Dormir com a luz do luar e acordar com o albor da aurora.
Sou do Rio Paraíba, da Jamaminguaba, da Mantiqueira,
Das Serras do Mar, da Bocaina e da Quebra Cangalha.
Sou Valeparaibano,
De Capitães e Alcaides-Mores, de fazendeiros de cana e café.
Sou conterrâneo de Monteiro Lobato, de Quissak Júnior, de Rodrigues Alves.
Do Conde Moreira Lima, Barão Homem de Mello e Osvaldo Cruz.
De Emílio Ribas e de Zerbini.
São do meu Vale: Brito Broca, Cassiano Ricardo,
Francisco de Assis Barbosa e Dilermando Reis.
Sou Valeparaibano,
Conterrâneo de Pedro Salgado, Teixeira Machado e Chico Santeiro,
Cardoso Alves, Pires do Rio e Arnolfo Azevedo.
Sou contemporâneo de Tom e Thereza Maia, Helvécio Vasconcelos,
José Luiz Pasin, Nelson Pesciotta, Gabriel Chalita e Ruth Guimarães.
São do meu Vale: Mazzaropi, Cid Moreira, Péricles Eugênio e Paulo Pereira dos Reis.
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Sou Valeparaibano,
Dos boiadeiros, dos tropeiros e dos carros de bois,
Dos fundadores das mais antigas cidades mineiras,
Do saci-pererê, do lobisomem, do boitatá,
Da mula-sem-cabeça, do corpo seco.
Das danças do jongo, cateretê, das congadas e moçambiques.
Da música caipira e dos festivais populares e clássicos.
Sou valeparaibano,
Onde sobejam os artistas, os escritores e cientistas,
Onde convivem os poetas, os profetas, os místicos e os santos.
Sou da Terra dos políticos de escol, de Barões, Viscondes e Condes.
De Bispos, Arcebispos e Cardeais.
Visitada por Imperadores, Presidentes e Papas.
Terra do Santo Frei Galvão e da Padroeira do Brasil.
Elaborado em 15/11/2008 por Benedicto Lourenço Barbosa