Ano 2 | Nº 19 | Julho de 2008
Artes
Teixeira Machado “Um Ícone da Escultura Brasileira” | Gilberto Gomes
  Poucos escultores galgaram tão alto o domínio da técnica e a força de expressão em suas obras. Teixeira Machado foi um deles.

  Sua obra refletem o cotidiano, o espírito de liberdade e uma grande brasilidade, verdadeiramente genuínos. Machado retratou com fidelidade absoluta, os grandes personagens da nossa história e todas as fantasias das nossas estórias. Deixou também obras monumentais e de grande valor artístico em praças, museus e prédios públicos brasileiros.

  Tranqüilamente a sua obra perfila-se ao lado dos grandes escultores como Mestre Aleijadinho, Mestre Valentim, Rodolfo Bernardelli, Celso Antonio e outros grandes artistas dessa tão difícil arte.

  Falar de Teixeira Machado é, sem dúvida, percorrer todos os ângulos da História, rever a sua obra e acima de tudo, senti-la na alma, para – depois – tentar expressar com palavras, toda a sua magnitude e esplendor!
Hoje me atrevo a tal dissertação, pois tive a honra de conviver com este mestre e poder absorver seus ensinamentos, sua filosofia de vida, sua técnica singular e a sua força de criatividade.

  A “Arte é o esplendor do belo” – dizia o mestre. E neste campo, ninguém melhor do que ele para expressar tamanha riqueza numa infinidade de esculturas, hoje catalogadas em acervos e coleções por todo o mundo.

Dados bibliográficos

  Geraldo Teixeira Machado nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, em 15 de março de 1906. Filho de Maria Francisca e Fernando Pedro Teixeira Machado.

   Fez os cursos primários, ginasiais e colegiais em Guaratinguetá. Mais tarde, seguiu para o Rio de Janeiro, onde freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes.

  Foi aluno de Rodolfo Chamberlain, Modesto Brócos, Humberto Cozzo, dentre outros. Amigo de Antonio Parreiras, Manoel Santiago, Aurélio D’Alincourt, Manoel Madruga e Oswaldo Teixeira, soube, com maestria e precisão, absorver também os ensinamentos da Arte da Pintura.


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  Conviveu, na época, com o cientista Bruno Lobo e os escritores Pardal Mallet e Rodrigo Octávio; além de grandes figuras nacionais como o violonista Dilermando Reis e o pintor Gastão Formenti, ambos seus conterrâneos.

  “Lembro–me de uma ocasião em que recebemos em seu Atelier de Aparecida, o compositor Pixinguinha e o pintor Di Cavalcanti – ambos seus amigos do Rio”.

  Detentor de vários prêmios como os de Viagem a Europa (que infelizmente por questões políticas não veio a receber), em 1945, e a Grande Medalha de Ouro no Salão de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

  Participou de inúmeras exposições, sendo um artista consagrado pela crítica nacional.

  Na década de 60, montou seu Atelier em Aparecida, onde ministrava Cursos de Desenho, Pintura e Escultura. Nesse campo, o Mestre despertou muitos talentos que hoje brilham na Arte Brasileira.

  O Atelier era muito freqüentado por artistas e amigos do mestre. Lembro-me de Chico Santeiro, Theodoro Meirelles, Conceição Borges Ribeiro Camargo, José Luiz Pasin, Walmor Chagas, Juvêncio Arneiro Filho, Rafael Marotta, Benedito Guimarães e muitos outros que sempre estiveram atentos e recíprocos na grande amizade que nutriam pelo grande artista e amigo de todas as horas.

  Teixeira Machado é verdadeiramente um artista legítimo e de renome. Catalogado em vários segmentos de Arte e Cultura do Brasil e Exterior.

  O Mestre faleceu em 1973, deixando uma vasta obra em notáveis coleções de Arte, espalhadas pelos quatro cantos do Universo.

  Considerado um dos “Mitos” da Escultura Clássica Brasileira, o Mestre nos deixou –  através de sua obra – uma grande lição de sobrevivência e amor à Arte!

Gilberto Gomes

Artista Plástico, Professor e Crítico de Artes


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