Ano 2 | Nº 13 | Janeiro de 2008
Grafias
Doses Homeopoéticas | Wilson Gorj
  Vida
  Jóia que se lapida com o uso.

  Frigidez
  Em vão tenho batido
  na porta do teu desejo.

  Ondas
  Teu corpo, praia deserta.
  Minha língua, o mar.

  Pé-d'água
  Da copa das nuvens,
  despencam chuvas maduras.

  Seiva
  A poesia corre pelas veias do mundo.
  Poeta, tua alma é uma navalha!

  Sem sombra
  Deus está por trás de todas as coisas.
  Os olhos de Deus na nuca do sol.

  Flores
  Os ipês florescem em agosto.
  Os sorrisos, em seu rosto.

  Resíduos
  O tempo passa.
  Os anos ficam na gente.

  Olhar firme
  Mantenho meus olhos no prumo.
  Os horizontes me compensam
  as moedas perdidas.

  Minguante
  Sereno sorriso...
  Na face do lago
  a lua imita Narciso.

  Pescadora
  A beleza, às vezes, me fisga.
  E eu fico assim,
  como um peixe fora de mim.

  Êxtase floral
  A primavera Acaricia
  o órgão das plantas.
  Orgasmos de flores.

  Vacinação, fascinação
  Seus olhos me inocularam
  a vacina do amor.
  Hoje sou imune à tristeza.

  Atração fatal
  Não fale muito próximo.
  Sua boca é vertiginosa como os abismos.
  Mais um palmo - e eu me atiro!

  Crique-craque
  No silêncio do quarto,
    descansa o despertador..
  em seu lugar, um grilo
    vai marcando o tempo.

  Pipa
  Seu olhar me sustenta,
  suspende-me!
  Minha alma suspensa,
  presa à linha dos seus olhos.
  A Borges
  A vista se gasta
  como as solas dos sapatos.
  Ser cego
  é ter os olhos descalços.

  Ocaso
  Velhice: horizonte
  por onde declina a vida.
  Depois vem a escuridão,
  a noite definitiva.

  Pára-quedista
  A noite cai e nunca se machuca.
  Cai suavemente,
  o céu aberto e negro
  como um guarda-chuva.

  Hamster's
  Eu caminho.
  Tu caminhas.
  Pero Vaz caminha...
  Nossos passos giram o mundo.

  Paradoxos
  O tempo voa sem ter asas.
  A vida escoa sem ser água.
  O amor é eterno... e acaba.
  O dinheiro é tudo... e é nada.

  Ponto final
  A morte é um bonde
  que não tem hora para passar.
  A vida,
  todos já sabem,
  é passageira.

  VERVOAR
  Do alto da ponte,
  vejo o telhado das casas
  e, sobre a cidade,
  a visão, pássaro invisível,
  estende suas asas.

  Lustro
  Que a poesia
  esteja sempre conosco.
  Pois ela é a flanela
  que dá brilho
  ao que antes era fosco.

  Terno marinho
  Com a linha do horizonte,
  os golfinhos costuram
  minha vista à beleza do mar.
  Meu ser e o pôr-do-sol
  são, agora, um só tecido.

Wilson Gorj

Escritor
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