| O Profissional Invísivel O livro “O Profissional Invisível”, do prof. Luís Sérgio Lico, é audaz ao deitar luz sobre os astuciosos mecanismos coorporativos de exclusão através da adoção de discursos sobre padrões competenciais que estabelecem, segundo ele próprio, uma ditadura de indicadores, regada e regrada por superstições e ignorâncias geradoras de estereotipias profissionais que impedem que pessoas condenadas pelos preconceitos e “mitos corporativos” ascendam aos graus mais elevados da carreira, ou mesmo sejam admitidas pelos padrões de empregabilidade considerados válidos. O autor, Mestre em Filosofia e Conferencista, denuncia a fraude dos “ditos processos racionais e científicos” que têm como único mérito a destruição da auto-estima e da cidadania. O professor Lico discute, em seu livro, o estatuto científico, a eticidade e a legalidade dos procederes organizacionais, apontando-lhes os limites e as indesejáveis conseqüências. Nos dizeres dele próprio: “A chamada ‘falta de qualificação’ que é insistentemente propalada nos meios de comunicação, como obstáculo à contratação, na verdade é parcial. O que existe são perfis funcionais alienígenas e que afastam milhares do acesso a uma contratação. Há uma indústria da superstição, sabotando carreiras e destruindo capacidades”. Leitura de fundamental interesse aos que desejam compreender, subliminarmente, as estratégias de produção de discursos de legitimação dos poderes instituídos, no interior das organizações, “O Profissional Invisível” tem o grande mérito de tentar escapar às armadilhas dos textos de moda que consubstanciam ideologias e condenam pessoas à invisibilidade. Prefácio por Alexandre M. L. Barbosa |
Procurar emprego (ou manter-se nele) pode se transformar num verdadeiro inferno. Para os empregados há sempre um "abismo" de competências, nunca preenchido por seus esforços. Para os desempregados, jargões incompreensíveis, discursos metaorganizacionais, perfis e exigências impossíveis de serem cumpridas na busca de uma vaga com carteira assinada. Há um solo poroso sobre o qual nos movemos, feito de fios, teias e redes relacionais. |
Cada dia surge uma nova sigla ou estrangeirismo, mas nossos problemas persistem. Precisamos lançar uma luz sobre os "mitos corporativos". Um exemplo: o mercado não aceita bem quem passa da chamada barreira dos 40 anos. Ou seja, toda a sua experiência pode não servir para nada. Com faculdade ou sem, a “chapa pode esquentar”. O Brasil é um dos poucos países no mundo que despreza a maturidade e experiência. Mulheres também não são bem vindas, afinal ou são chefes muito duras, masculinizadas em sua forma agressiva, ou sequer chegarão ao escalão intermediário, vocês sabem: filhos, marido, TPM, licença-maternidade e todos os empecilhos do gênero. Corporativo? Não, é claro, mas sexista e especista. Enfim, dizem os manuais, elas não foram feitas para mandar. Quer mais? Continuemos. 1 | 2 Próxima |
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